A participação do agronegócio de Mato Grosso na composição das receitas tributárias do Estado foi tema de uma reunião entre lideranças do setor produtivo e deputados da Assembleia Legislativa (AL-MT) na manhã desta quinta-feira (12/05). O setor está preocupado com a possibilidade de voltar a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os produtos exportados para sanar as dificuldades financeiras do governo estadual. Participaram da reunião lideranças da Famato, Aprosoja e Ampa.

O objetivo do encontro foi esclarecer aos parlamentares sobre a importância do agronegócio na geração de receitas para o Estado e o quanto o segmento já paga de tributos, com base em dados apresentados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Segundo levantamento do Instituto, baseado em um trabalho feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o agronegócio de Mato Grosso contribui com 50,6% da arrecadação do ICMS no estado, o que representa R$ 4 bilhões dos R$ 7,9 bilhões arrecadados em 2015. Deste montante, 58% corresponde a arrecadações indiretas, ou seja, por meio dos combustíveis, frete, maquinários, energia, produção de óleo e farelo de soja e carnes. Isso significa que o agronegócio é o que mais contribui para a arrecadação do ICMS. Além disso, no ano passado, o setor movimentou R$ 5 bilhões em salários pagos.

O estudo também destaca que o setor gerou R$ 5,7 bilhões de receitas ao Estado em 2015. Neste montante estão embutidos, além do ICMS, as contribuições do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) e do Fundo de Exportação (Fex).

“Essa reunião foi importante para esclarecer os parlamentares sobre o quanto o setor já contribui na arrecadação estadual. Esperamos que daqui para frente os deputados encontrem o caminho da diminuição de gastos do governo e não novas formas para aumentar impostos”, afirmou o presidente do Sistema Famato/Senar, Rui Prado.