Segunda edição do evento organizado pela Aprosoja promove o alinhamento dos métodos utilizados em Mato Grosso.
Novas tecnologias e métodos para análises de solo foram discutidos durante o 2º Workshop Compartilhando Conhecimentos de Pesquisa e Gestão, nesta quarta (30), organizado pela comissão de Pesquisa e Gestão da Produção da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja). “É um momento para debater inovações e melhorias para agricultura de Mato Grosso”, diz Nery Ribas, diretor técnico da associação.
O professor da pós-graduação em Agronomia Tropical da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Milton Ferreira de Moraes, apresentou proposta de pesquisa para a obtenção da curva SMP, que serve para determinação da acidez potencial do. “É uma metodologia mais fácil e prática para determinar os níveis alumínio e hidrogênio no solo, que são componentes que influenciam na quantidade de calcário a ser aplicada pelo produtor”, explicou.
A pesquisa, financiada pelo programa Agrocientista, da Aprosoja e do Fundo de Apoio à Cultura da Soja (Facs), coletará 200 amostras de solos representativos do Estado e, a partir de sua análise, fará a calibração do método. “O objetivo é sugerirmos um método oficial para ser usado por todos os laboratórios do Estado”, disse o pesquisador da UFMT.
Marcelo Saldanha, pesquisador da Embrapa Solos, apresentou uma nova tecnologia de análise de solos usando a técnica do raio infravermelho. “Tem se demonstrado uma técnica muito promissora, por ser rápida, barata, confiável e sem uso de reagentes, portanto alinhada com os preceitos da química verde. Com capacidade analítica maior que os baseados métodos tradicionais usados atualmente em laboratórios”, falou.
Esse método, segundo Saldanha, já está em fase final de validação, que demorou um pouco mais que o previsto por causa da grande variabilidade de solos que tem no Brasil. “É a terceira vez que participo de reunião do Comitê Integrado para Avaliação da Qualidade de Análise de Solo no Estado de Mato Grosso (CIAQAS) e foi produtiva, porque é em momentos de crise que podemos crescer. Estamos testemunhando aqui uma quebra de paradigmas”, afirmou.


