O vice-governador do Estado, Carlos Fávaro, reafirmou na tarde desta quinta-feira (21.04) o compromisso do Governo de Mato Grosso de não taxar a exportação de produtos de origem agropecuária. Fávaro esteve presente em Ipiranga do Norte (a 438 km de Cuiabá) nas comemorações de 10 anos do movimento Grito do Ipiranga. Recebido por lideranças políticas e pelo prefeito do município, Pedro Ferronatto, o vice-governador também participou da inauguração de obras.

“Não existe nenhuma intenção do governo do Estado de taxar a produção de Mato Grosso. Isso seria matar a galinha dos ovos de ouro. Há quem queira promover essa discussão, e é legítimo, mas o Governo não aceita e não irá fazer”, esclareceu Fávaro para os presentes na ocasião.

Ele conta que esta é uma das três grandes pautas elencadas como prioritárias pelo movimento Grito do Ipiranga, que gerou um dos maiores protestos do setor produtivo brasileiro, em 2006. O compromisso de não taxar os commodities também já foi externado anteriormente pelo governador Pedro Taques há 15 dias, em Campo Novo do Parecis, comentou o vice-governador.

Infraestrutura

Com o objetivo de melhorar a malha rodoviária de Mato Grosso, Fávaro conta que os recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), tributação que onera o setor produtivo, desde 2015, estão sendo 100% gastos na construção e recuperação de rodovias. Só em 2016 serão 40 milhões de reais arrecadados e utilizados em estradas.

“Investir em Infraestrutura e logística é uma determinação do governador Pedro Taques. Não estamos investindo só os recursos do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação). Apesar de toda a crise que o Brasil passa, no ano de 2015 foram investidos 590 milhões de reais em infraestrutura, lembrando que o Fethab arrecada 375 milhões”, explica.

Ele afirma que apesar dos esforços, Mato Grosso ainda tem a pior malha rodoviária do Brasil. Fávaro garante que o Fethab Regional deverá ser amplamente discutido com as entidades de base, com a Assembleia Legislativa e não será implementado sem a devida aprovação dos produtores rurais em audiências públicas. “Quanto os produtores estão dispostos a pagar para fazer obra na sua região, e quais são as obras prioritárias, é nisso que será pautada a discussão. O dinheiro não vai para Cuiabá ou para o governo escolher o que faz, o dinheiro fica numa conta específica da Região para ser gasto de acordo com o Conselho do Fethab, que já foi reconstituído”, esclarece.

Meio ambiente