Mercado da tilápia mostra pouco fôlego para alta, enquanto diferenças regionais de preço reforçam atenção à oferta e ao ritmo da demanda
Maio terminou sem arrancada nos preços da tilápia acompanhados pelo Cepea.
O levantamento de 25 a 29 de maio indica estabilidade no quadro geral, mas o sinal de baixa ganhou peso porque três das cinco praças monitoradas fecharam a semana no campo negativo.
A leitura do mercado sugere uma cadeia fazendo conta na ponta do lápis, com compradores cautelosos, oferta suficiente para segurar tentativas de reajuste e diferenças regionais que limitam movimentos uniformes. Mesmo onde houve alta, os avanços foram pequenos, o que reforça a percepção de um fim de mês mais lateralizado do que aquecido.
Preços da tilápia cedem em três praças no fim de maio
Entre as baixas, o Oeste do Paraná teve o recuo mais forte, com queda de 0,49 por cento e preço médio de R$ 8,83 por quilo. Morada Nova de Minas também perdeu força, a R$ 9,61, enquanto Grandes Lagos ficou praticamente estável, mas ainda com variação negativa.
Praça
Preço de 25 a 29 de maio
Variação semanal
Preço na semana anterior
Grandes Lagos em MG, SP e MS
R$ 10,08 por kg
-0,07 por cento
R$ 10,09 por kg
Morada Nova de Minas em MG
R$ 9,61 por kg
-0,25 por cento
R$ 9,64 por kg
Norte do Paraná
R$ 10,46 por kg
+0,12 por cento
R$ 10,45 por kg
Oeste do Paraná
R$ 8,83 por kg
-0,49 por cento
R$ 8,87 por kg
Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba em MG
R$ 10,25 por kg
+0,07 por cento
R$ 10,24 por kg
As altas ficaram concentradas no Norte do Paraná e no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, mas sem força para mudar o diagnóstico. A variação positiva de 0,12 por cento no Norte do Paraná e de 0,07 por cento em Minas aponta mais para ajuste pontual do que para retomada consistente.
Amplitude regional mostra oferta mais folgada no Oeste do Paraná
A distância entre os extremos chegou a R$ 1,63 por quilo, considerando o Norte do Paraná a R$ 10,46 e o Oeste do Paraná a R$ 8,83. Essa amplitude mostra que a formação de preço segue muito dependente da disponibilidade local de peixe, da logística e da capacidade de absorção dos frigoríficos e compradores regionais.
Para o produtor, a fotografia de fim de maio pede atenção ao custo e ao calendário de venda. Onde a oferta está mais folgada, o poder de negociação tende a ficar menor. Onde o preço se mantém acima de R$ 10,00 por quilo, o mercado ainda preserva alguma sustentação, mas sem indicar espaço amplo para novas altas no curto prazo.