A suinocultura em Mato Grosso registrou um prejuízo de aproximadamente R$ 30 milhões devido à falta de emissão de Guias de Trânsito Animal (GTA) em decorrência a greve dos servidores do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea). O fim da paralisação da categoria e outras demandas foram os pontos discutidos na primeira reunião da Frente Parlamentar da Suinocultura instalada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A escassez do milho foi outra questão debatida entre o setor produtivo e parlamentares.
A reunião ocorre na quinta-feira, 16 de junho. Na ocasião os deputados que fazem parte da Frente reuniram-se para debater e encaminhar alternativas visando parcerias com o Governo Federal para investimentos na cadeia produtiva de milho, principal matéria-prima para a produção da ração para suínos.
Hoje, a suinocultura em Mato Grosso gera 3.505 empregos diretos e 10.515 indiretos, de acordo com a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). Ao todo são 416 granjas comerciais espalhadas em 33.678 propriedades cadastradas no Estado. Dados fornecidos pela Acrismat mostram que Mato Grosso possui 140.200 matrizes para um rebanho de 2.513.061 cabeças
“O setor da suinocultura no Brasil passa por um dos melhores momentos registrados nos últimos anos, e Mato Grosso também faz parte desses números positivos. No entanto, nos últimos dez dias tivemos um prejuízo de cerca de R$ 30 milhões devido à falta de emissão de guias para o transporte dos animais”, revelou o diretor executivo da Acrismat, Custódio Rodrigues.



