Mapeamento em MT aponta que cultivo em áreas ilegais caiu cinco vezes em 13 anos
O desmatamento em Mato Grosso caiu cinco vezes, entre 2001 e 2014, após a adoção da moratória da soja, em 2006, que veta a compra, pelas esmagadoras, de grãos cultivados em áreas desmatadas ilegalmente.
Os dados, coletados entre 2001 e 2014, mostraram também que houve uma queda de 2,4 vezes no cultivo da cultura em áreas recém-desflorestadas.
A ocupação média caiu de 9,4% para 3,9%, num período analisado de cinco anos antes e cinco depois da moratória.
Os mapas gerados permitiram identificar onde ocorreu a intensificação da agricultura.
Está se produzindo mais, mesmo sem grandes ganhos de área plantada. Os trabalhos de coleta de dados de campo confirmam isso.
De acordo com o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre 2001 e 2006, a taxa média anual de desflorestamento em Mato Grosso foi de 1 milhão de hectares ao ano.
Com o estabelecimento da moratória, esse número passou para 180.694 hectares por ano. Segundo o artigo, no período analisado de cinco anos antes da moratória, cerca de 14% das áreas desmatadas eram ocupadas por soja. Após a proibição, o índice caiu para 5,6%.
O estudo mapeou a agricultura anual no Estado, composta principalmente por soja, milho e algodão, com base em imagens de satélite e técnicas de sensoriamento remoto. Além dos dados de campo coletados em cerca de 3 mil pontos, dados de soja e algodão foram comparados com os divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


