Depois de trabalhar durante todo o pregão em campo positivo – com altas registradas pelo terceiro dia consecutivo – os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago perderam parte da força e fecharam a sessão da quarta-feira (17) com ligeiras baixas

O julho/17, o contrato mais negociado nesse momento, ficou com US$ 9,74 e o novembro/17, referência para a safra americana, com US$ 9,65 por bushel. Nas máximas do dia, as posições bateram em US$ 9,80 e US$ 9,78, respectivamente.

O mercado internacional de grãos ainda se mostra bastante cauteloso e mantendo sua movimentação lateral, que vem sendo informada por analistas e consultores. Assim, ao alcançar alguns patamares importantes, as cotações acabaram devolvendo parte dos ganhos registrados mais cedo em um ligeiro movimento de realização de lucros.

Além do sentimento de uma demanda ainda forte pelo produto americano, os futuros da oleaginosa encontraram suporte ainda nas boas altas registradas no trigo. Ainda nesta quarta, uma nova queda do dólar frente à uma cesta de outras moedas também contribuiu para os ganhos, uma vez que o dollar index perdeu mais 0,65% e os 98 pontos, para ser cotado a 97,47.

Safra Americana

O fator protagonista para o mercado internacional, porém, continua sendo o clima no Meio-Oeste americano e o desenvolvimento dos trabalhos de campo nos principais estados produtores. E com 71% do milho e 32% da soja já plantados nos EUA, o mercado não especula só sobre o clima, mas também já a respeito do potencial da nova safra.

O doutor Michael Cordonnier, Ph.D. em agronomia, trouxe suas primeiras estimativas de rendimento para ambas as culturas e, segundo ele, estes ainda são números conservadores, já que é cedo para conhecer um direcionamento mais claro para esta nova temporada.