Nos primeiros três meses do Plano Safra 2017/2018 foram liberados R$ 754,121 milhões para custeio, investimento e comercialização nos estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia e Acre

As contratações de crédito rural no Sicredi Centro Norte cresceram 17,2% nos três primeiros meses do Plano Safra 2017/2018 (julho a setembro), em relação ao mesmo período da safra 2016/2017. Este ano, as contratações atingem R$ 754,121 milhões, para custeio, investimento e comercialização, contra R$ 643,046 milhões no ano passado, um acréscimo de R$ 111,075 milhões. O número de contratos teve leve aumento, de 1%, passando de 3.314 para 3.342 de um ano para outro.

O montante emprestado no 1º trimestre do ano-safra equivale a 32% do orçamento disponível para o crédito rural na região Centro Norte, que abrange os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia e Acre, de R$ 2,363 bilhões neste Plano Safra. Estratificando os dados, o maior volume de recursos emprestados até agora foi direcionado ao custeio das lavouras, somando R$ 595,626 milhões nesta safra, o que representa 79% do total liberado no período. O valor contratado de julho a setembro deste ano está 10,6% maior que o registrado no ciclo passado, que neste mesmo período havia liberado R$ 538,115 milhões para esta finalidade.

De acordo com dados do Sicredi na região Centro Norte, os recursos contratados para investimento somaram R$ 145,699 milhões, avanço de 43% sobre os R$ 101,935 milhões na safra passada. Para a comercialização, a evolução é mais significativa, com aumento de 327%, passando de R$ 2,995 milhões na temporada 2016/2017 para R$ 12,795 milhões na atual.

Os números registrados nos três primeiros meses do Plano Safra são avaliados positivamente pelo presidente do Sicredi Centro Norte, João Spenthof. “Representa o tamanho do comprometimento que a instituição financeira cooperativa tem com a agricultura. Somos parceiros dos produtores rurais, independentemente do porte, sejam eles da agricultura familiar, pequenos, médios ou grandes produtores. O Sicredi apoia a agropecuária na nossa região e no país”.

Spenthof ressalta que no Sicredi, os produtores rurais recebem atendimento que vai além da concessão do crédito. “Nossos associados são orientados. Temos consultores que avaliam junto com eles as suas reais necessidades, para que a contratação tenha o êxito esperado e gere renda, contribuindo desta forma com o desenvolvimento do nosso associado e da região onde ele atua”, frisa o presidente.

Contratações por porte

A agricultura empresarial ficou com a maior fatia das contratações de crédito rural no 1º trimestre do Plano Safra, ao somar R$ 704,969 milhões, do total de R$ 754,121 milhões. Na comparação com o mesmo período da safra passada, quando foram liberados R$ 598,429 milhões, o avanço é de 17,8%. Quem está na lista de produtores que acessaram crédito rural via Sicredi nesta safra é João Liberali, 51. Ele é a quarta geração de uma família de produtores rurais e cultiva soja e milho em Paragominas, no Pará. Desde 2009, quando se associou ao Sicredi, contrata crédito para custear a lavoura de 1.600 hectares. Este ano contratou R$ 500 mil para compra de sementes, fertilizantes, pagamento de funcionários e outros custos do início da safra. No ano passado, contratou crédito para investimento, com o qual comprou dois tratores para ajudar no cultivo dos grãos.

Diferentemente de Mato Grosso, onde o plantio da soja inicia logo após o vazio sanitário, em 15 de setembro, no Pará, a semeadura começa no fim do ano. “Contratei o crédito para custeio e agora está tudo pronto. A terra está preparada. Só estou aguardando as primeiras chuvas para iniciar o plantio”, afirma ao contar que no ano passado cada hectare plantado rendeu 60 sacas (de 60 kg cada).

Já o pecuarista Olavo Francelino de Rezende, 48, mora em Acrelândia, no Acre. Na cidade, o Sicredi inaugurou uma agência em maio deste ano e Olavo foi logo se associar. Paulista de nascimento está no Acre há 14 anos, onde foi investir na pecuária. “Compro e vendo gado, além de fazer cria e recria. Este ano contratei recursos junto ao Sicredi para investir na aquisição de novos animais. Ao todo serão compradas 297 cabeças e metade deste número já foi adquirida”.