Com aporte de global de 2 bilhões de euros anuais em Pesquisa e Desenvolvimento, a Bayer apresenta 14 novas moléculas e o fim das pragas resistentes. Soluções que preservam as minhocas do solo, inseticidas que protegem as abelhas e polinizadores, e fungicidas que não só curam, mas injetam vigor e energia na planta. A agricultura dos próximos 10 Anos está sendo semeada agora em São Paulo. Confira!
Foi sob um clima de expectativa, e um sol que, felizmente, decidiu dar uma trégua em alguns momentos, que pisamos nos 86 hectares do Centro de Inovação da Bayer em Paulínia, no interior de São Paulo. Este não é um complexo qualquer; é uma das principais vitrines de ciência voltadas para a agricultura tropical na América Latina. Caminhar por esses campos experimentais é, na prática, ter a rara oportunidade de enxergar o futuro das nossas lavouras antes mesmo dele chegar às prateleiras e aos tratores do Brasil.
A sensação de exclusividade foi o tom que marcou o início da visita. Durante um almoço com a liderança da empresa, Tiago Santos abriu os trabalhos de forma reflexiva, convidando-nos a olhar para a história e para o peso do que o campo representa. Com um tom intimista, ele destacou como o Brasil chegou ao patamar de potência global. “Se a gente olhar a agricultura brasileira desde 1970, a gente cresceu a produtividade praticamente 7 vezes… Brasil assumiu o protagonismo na agricultura mundial, alimenta mais de 800 milhões de pessoas por ano“.
Tiago fez questão de frisar que esse sucesso não caiu do céu e tampouco as soluções que seriam apresentadas naquela tarde. Para ele, tudo é fruto de muito suor, pesquisa e investimento. “Todos esses produtos que estamos lançando, também não foi sorte. A gente tá trabalhando nisso há muito tempo. Nós somos a empresa que mais investe em P&D no mercado. Nós estamos investindo 2 bilhões de euros“, afirmou. O olhar humanizado da companhia também ficou evidente quando ele resgatou o grande propósito por trás das pipetas e ensaios de campo: “A gente brinca lá… saúde para todos, fome para ninguém. É a nossa grande missão como organização e ela é muito valiosa“, completa Tiago.
Um complexo de inovações e tecnologia
Saindo do almoço e caminhando para o campo, a promessa era ousada, a empresa pretende lançar 5 novos produtos por ano, totalizando 14 novas moléculas e seis novos modos de ação até 2030. E a prova dessa “caixa de ferramentas” sendo aberta começou na estação de herbicidas.
Frederico Mendes, líder de herbicidas da Bayer no Brasil, trouxe números que assustam. “Hoje o produtor brasileiro… investe mais de 4.2 bilhões de dólares por ano para controlar plantas daninhas“. A grande estrela desse segmento e que chamou a atenção de quem estava ali foi o Icafolin (specifically icafolin-methyl), previsto para 2028. O relato de como a molécula age é quase cinematográfico. Ela destrói o esqueleto da célula da planta. “Aquela célula fica vazia e uma vez que você pisa sobre aquela planta, ela se quebra como lascas de gelo“, explicou o especialista. Ver as plantas congelarem e se quebrarem sob os passos no campo foi uma das experiências mais marcantes da visita.
Essa experiência foi vivida na prática. Em um momento de integração, a fotografia feita com o grupo revelou o efeito prático do herbicida, onde todos nós ficamos congelados, como você pode conferir na foto abaixo.
A jornada continuou pelas tendas, chegando a trincheira do tratamento de sementes, focada no conceito “Guardião“. A tecnologia do Verango Prime, que nasceu como nematicida e evoluiu para fungicida de solo, foi mostrada na prática.
Saúde do solo e produtividade
O mais impressionante foi ouvir que essa solução é altamente seletiva aos fungos benéficos. “Solos que utilizam Verango… têm até mais minhoca, que é um indicativo de um solo saudável“, relatou Felipe Cerqueira, líder nessa área de proteção de sementes da Bayer, provando que produtividade e agricultura regenerativa podem e devem andar juntas.
Na área de inseticidas, o impacto visual do complexo de enfezamento no milho nos lembrou do custo real das pragas. Eric Cancian, outro liderança da Bayer, apontou que, embora se invista 5 bilhões de dólares em defensivos, o Brasil ainda perde mais de 25 bilhões em produtividade.
A resposta para desafios como moscas-brancas e pulgões atende pelo nome de Plenexos.
Como explicou Daniela Okuma, este é o primeiro inseticida cetoenol da empresa e foca no controle de fases imaturas dos insetos. O brilho nos olhos da equipe era evidente ao detalhar sua sustentabilidade: “Ele não mata abelha, ele não mata insetos benéficos. E aí ele tem compatibilidade e ajuda no manejo integrado de pragas“, detalhou Daniela.
Mas se há um segmento em que a Bayer carrega um legado histórico profundo no Brasil, é o de fungicidas. Entrar no estande da “Família Fox” foi como revisitar os últimos 15 anos de combate à ferrugem asiática. Guilherme Hungueria, outro especialista Bayer, trouxe uma dimensão impressionante: “Nós estamos falando que a família Fox nesses 15 anos tratou mais de 500 milhões de hectares… equivale a oito vezes a área agricultável nacional“. O futuro desse segmento, no entanto, já tem nome: Iblon.
Segundo Daniel Hernandez, responsável pela cultura de algodão, a nova molécula de isoflucypram traz um espectro de controle inédito. “Nós não estamos falando de um novo produto, nós não estamos falando de uma nova tecnologia, estamos sim falando de um novo padrão de controle“, garantiu. Ali, vimos ao vivo o famoso “efeito verde” que essa carboxamida proporciona, mantendo as folhas vigorosas e maximizando a fotossíntese para que a planta expresse seu máximo potencial.
O arsenal tecnológico revelado em Paulínia vai muito além dos destaques iniciais, formando um verdadeiro escudo de proteção de ponta a ponta para as lavouras. Ao caminhar pelas tendas experimentais, ficou claro que essa “caixa de ferramentas” da Bayer abrange todas as frentes de batalha do agricultor. Podemos fazer um resumo desse portfólio falando que: nos herbicidas, o revolucionário Icafolin ganha o reforço de soluções de pré e pós-emergência como Mateno, Extend Max 2, Convintro Duo, Adengo e Soberan Max, estratégias essenciais para o manejo inteligente contra plantas daninhas resistentes, como o caruru e o capim pé-de-galinha. Na proteção contra insetos, o novo Plenexos atuará ao lado do Curbix e do Valient, criando uma barreira implacável contra o complexo de enfezamento, cigarrinhas e pragas de difícil controle.
Já no combate às doenças, a nova tecnologia Iblon e a historicamente consagrada Família Fox, agora reforçada pelo Fox Ultra, se somam a inovações focadas em hortifrúti e café, como Valpura e Shivan Smart. Tudo isso nasce alicerçado pelo conceito Guardião e pela ação do Verango Prime no tratamento de sementes, que protegem o arranque inicial da planta e garantem um sistema radicular profundo e vigoroso.
Quando imaginamos toda essa esteira de soluções chegando efetivamente ao campo, o potencial produtivo que se desenha é transformador. O impacto real vai muito além de estancar as perdas financeiras causadas pela mato-competição, que hoje podem arrancar até 22 sacas por hectare apenas com a infestação de capim-amargoso, ou pelos bilhões de dólares drenados por pragas e fungos todos os anos. O verdadeiro salto está na construção ativa da produtividade. Ao unir o vigor fisiológico do “efeito verde” promovido pelas novas carboxamidas, a preservação cirúrgica de polinizadores e fungos benéficos do solo e a alta seletividade das fórmulas, o produtor passa a blindar o potencial genético da lavoura do início ao fim do ciclo.
A chegada dessas tecnologias ao mercado nos próximos anos promete uma agricultura que não apenas sobrevive aos estresses tropicais, mas que expressa o máximo do seu rendimento, produzindo muito mais na mesma área e consolidando a liderança sustentável do Brasil.
No fim do dia, deixar o complexo de Paulínia traz uma certeza: a agricultura brasileira está prestes a dar um novo salto tecnológico. A visão de futuro apresentada durante todo o percurso mostra um agronegócio que não busca apenas erradicar pragas ou doenças de forma bruta, mas sim de maneira inteligente, seletiva e sustentável.
A perspectiva desenhada pelos líderes da Bayer não foca apenas na venda de galões de produtos, mas na integração de biotecnologia, germoplasma e inteligência digital para enfrentar desafios gigantescos, como as ervas daninhas resistentes e as mudanças climáticas. A agricultura dos próximos anos, conforme vivenciada nestes campos de testes, será cirúrgica. Produtos que preservam as minhocas do solo, inseticidas que protegem as abelhas e polinizadores, e fungicidas que não só curam, mas injetam vigor e energia na planta.
Como podemos concluir, a inovação ali dentro busca, incansavelmente, antecipar as dores do produtor rural e garantir a prosperidade do agronegócio. Com bilhões de euros apostados em pesquisa e uma equipe apaixonada testando cada semente e folha na terra vermelha de Paulínia, fica claro que o futuro da alimentação global está, inegavelmente, sendo semeado no Brasil.