A estimativa é da Ceplac, que trabalha junto com os produtores rurais para ampliar e melhorar a qualidade
Com produção anual estimada em 250 mil toneladas, o Brasil é hoje o 7º maior produtor de cacau do mundo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O governo e o setor estão em busca de expandir esses números.
“Temos uma meta de ampliar nossos produtos em 60 mil toneladas em quatro anos”, afirma o diretor da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Waldeck Araujo. Nesta sexta-feira, dia 26 de março, é celebrado o Dia do Cacau.
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Dados da Associação das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) apontam que o país tem capacidade instalada de processar aproximadamente 275 mil toneladas de cacau. A exportação anual chega a cerca de 50 mil toneladas de derivados para diversos países, como Argentina e Estados Unidos. No ano passado, o volume total de cacau nacional foi de 174.283 toneladas, enquanto a moagem ultrapassou 219 mil toneladas.
A diretora executiva da AIPC, Anna Paula Losi, explica que várias iniciativas vêm sendo implementadas no país no sentido de fomentar o setor. “Especialmente o CocoaAction Brasil, uma coalizão que reúne representantes de todos os elos da cadeia, pública e privada, desenvolvendo projetos que contribuam na melhoria técnica da produtividade e no fortalecimento do sistema produtivo do cacau”.
Pará e Bahia são os estados que lideram o ranking de produção da amêndoa, com 128,9 mil toneladas por ano e 113 mil toneladas por ano respectivamente.
Os dois estados têm investido em novas práticas para aumentar a produtividade e a qualidade do cacau brasileiro. Na Bahia, por exemplo, se destaca o sistema de produção do cacau Cabruca, onde o fruto é cultivado debaixo das árvores da Mata Atlântica.
“É importante enfatizar que é um sistema de produção agrossilvipastoril. É uma esquematização muito conservacionista, eficaz e sustentável, quando bem manejado, é bastante produtivo”, destaca o cacaucultor e vice-presidente administrativo da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (FAEB), Guilherme Moura.
O plantio também é importante fonte de renda para a agricultura familiar. Dos mais de 70 mil produtores, a maioria (70%) está em pequenas propriedades.
Prevenção de pragas
Outra medida para garantir e melhorar a produção nacional é a prevenção de pragas. A Ceplac mantém o serviço de alerta fitossanitário para as principais pragas do cacaueiro (podridão parda, vassoura-de-bruxa, ácaro da gema e mal do facão).
A comissão orienta os produtores sobre quais cuidados devem ser tomados para que uma praga não se instale em uma região e passe a ser endêmica, com riscos de afetar a produção em maior ou menor grau, dependendo das condições climáticas e de manejo.
O trabalho é desenvolvido junto com as superintendências federais de Agricultura e os órgãos estaduais de defesa, principalmente na implantação do plano para impedir a entrada da monilíase no país. A praga já ocorre em vários países da América Central e do Sul, incluindo os que fazem fronteira com a Região Norte do Brasil.
Uma das linhas de ação da Ceplac é a busca de materiais genéticos resistentes às principais pagas, bem como no controle integrado (manejo).




