A produção de açúcar do centro-sul do Brasil, o maior produtor mundial do adoçante, aumentou mais do que o esperado na primeira quinzena de maio, com usinas conseguindo manter um bom ritmo apesar de alguns dias perdidos por chuvas

Os números pressionaram os preços do açúcar bruto em Nova York nesta sexta-feira. O contrato julho recuava 2,75 por cento, às 12:08 (horário de Brasília).

As usinas centro-sul produziram 2,1 milhões de toneladas na primeira quinzena, ante 1,12 milhão de toneladas na quinzena anterior e versus 2,07 milhões de toneladas no mesmo período do ano anterior, apontou a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) nesta sexta-feira.

As estimativas de mercado para a produção de açúcar estavam abaixo de 2 milhões de toneladas.

As usinas moeram 38,461 milhões de toneladas de cana, ante 24,091 milhões de toneladas na segunda quinzena de abril, mas um aumento na comparação com as 39,69 milhões de toneladas do mesmo período do ano passado, informou a Unica.

Os analistas também esperavam um esmagamento de cana menor, abaixo de 37 milhões de toneladas. A Platts, por exemplo, projetou 36,15 milhões de toneladas.

As usinas produziram 1,48 bilhão de litros de etanol no início de maio, contra 1,62 bilhão de litros no mesmo período do ano anterior.

Isso mostrou a preferência pela produção de açúcar, apesar de recentes comentários sobre uma melhora na receita de etanol no mercado local.

Quase 47 por cento da cana foi destinada ao açúcar no início de maio, em comparação com 44 por cento na temporada passada.