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Deu Ruim: Piloto do Pará é denunciado por usar drone agrícola como helicóptero

Redação
03/02/2026 às 10:36
Deu Ruim: Piloto do Pará é denunciado por usar drone agrícola como helicóptero

Sindicato da aviação denuncia piloto que usou drone agrícola T100 para transporte pessoal em fazenda de Tucumã, no Pará, violando normas da aviação civil.

Pelas imagens, o modelo usado é o drone agrícola T100, avaliado em R$ 300 mil e usado no mundo agrícola para pulverização, semeadura e elevação. Segundo a empresa que faz a venda no Brasil, a capacidade de elevação é de 100 kg. A capacidade, porém, não é para transporte de passageiros e a situação não passou despercebida.

As imagens que criculam nas redes sociais, mostram Hudson Vinicius, piloto de drone na região do Pará, adaptando o equipamento para “taxear no pasto“. Com uma garrafa térmica na mão e o controle do drone na outra, ele é irônico com o amigo que filma tudo: “Vou ali buscar água pra nós gurizinho…“.

Deu Ruim: Piloto do Pará é denunciado por usar drone agrícola como helicótero
Clique aqui para assistir ao vídeo do voo improvisado

Denúncia formal à Anac

O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola – Sindag apresentou uma denúncia formal à Agência Nacional de Aviação Civil. O objetivo é apurar possíveis infrações e riscos operacionais identificados no vídeo gravado em Tucumã, além de possíveis violações às normas que regem a aviação civil e as operações aeroagrícolas no Brasil.

O Sindag espera que os fatos sejam devidamente apurados pela autoridade aeronáutica competente e que, caso sejam confirmadas irregularidades, sejam aplicadas as sanções cabíveis, conforme previsto na legislação vigente.

Riscos à segurança

Em nota, a entidade repudiou a conduta registrada no vídeo, ressaltando que ela expõe riscos à segurança das pessoas e ao meio ambiente, além de confrontar os princípios de responsabilidade, profissionalismo e compromisso com a segurança que norteiam o setor aeroagrícola brasileiro.

Segundo o sindicato, o comportamento exibido no material também desrespeita o trabalho de milhares de técnicos, agrônomos, gestores, auxiliares e pilotos de drones, helicópteros e aviões que atuam diariamente nas operações aeroagrícolas com rigor técnico. Esses profissionais, conforme destacou a entidade, contribuem para a construção de uma das maiores, mais reguladas e mais qualificadas aviações agrícolas do mundo.

Equipamento de alto desempenho

O Sindag acrescentou que esse tipo de atitude afronta o esforço contínuo de qualificação, aprimoramento técnico e fortalecimento da cultura de segurança desenvolvido ao longo de década em permanente diálogo com autoridades, pesquisadores e a sociedade.

Em termos de desempenho operacional, o equipamento foi projetado para maximizar a produtividade no campo, dobrando a eficiência em diversas aplicações. O drone conta com um tanque de pulverização de 100 litros, com taxa de fluxo de 40 L/min. É equipado também com tanque de dispersão de 150 litros, capaz de atingir uma taxa de fluxo de 400 kg/min. A velocidade máxima de operação chega a 20 m/s, o que permite uma cobertura ágil de grandes extensões de terra.

Impacto no setor

O uso inadequado de tecnologia agrícola de ponta chama atenção para a necessidade de conscientização sobre os limites e finalidades dos equipamentos. Enquanto o T100 representa avanço significativo para a agricultura brasileira, seu desvio de função pode comprometer a reputação do setor e a segurança operacional.

Especialistas alertam que ações como essa não apenas violam regulamentações, mas também colocam em risco investimentos em inovação tecnológica no campo. O setor aeroagrícola brasileiro tem buscado reconhecimento internacional pela qualidade e segurança de suas operações, e episódios isolados podem comprometer esse esforço coletivo.

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