Estamos em Outubro, mês da conscientização do câncer de mama (outubro rosa), que geralmente é direcionado aos humanos… você sabia que também pode atingir seu pet? Confira o que o AGRONEWS® separou abaixo para você!
Por Bianca Mortelaro/AGRONEWS®
Aproximadamente 45% das cadelas e 30% das gatas desenvolvem o câncer de mama, sendo que 85% apresentam diagnóstico de câncer maligno, de acordo com a CFMV – Conselho Federal de Medicina Veterinária.
O que é câncer de mama?
O tumor nas mamas é uma doença chamada de “neoplasia”, nela ocorre o crescimento irregular das células que faz com que surjam nódulos nas mamas dos animais. Esse nódulo pode variar de tamanho e, em alguns casos podem ser encontrados múltiplos ou apenas um único nódulo.
Dentre os cachorros a raça que é mais acometida é o Beagle e o Boxer, nos gatos a raça siamesa é a mais acometida pela “neoplasia”. A incidência desta doença nos pets varia entre 25% e 50% de todos os tipos de tumores diagnosticados.
Causas
As causas do surgimento destes tumores podem ocorrer por:
- Excesso de anticoncepcionais;
- Cachorras de meia idade;
- Gatas com idade avançada;
- Obesidade;
- Predisposição genética;
- Exposição à toxinas ambientais; e/ou
- Fumaças de cigarro.
Sintomas

- Nódulos nas mamas;
- Enjoo;
- Diarreia;
- Apatia;
- Febre;
- Emagrecimento;
- Falta de apetite;
- Dores;
- Secreção;
- Inchaço e vermelhidão.
Dica: Fazer carinho no seu pet pode ajudar a perceber a presença de nódulo na região mamária, geralmente os animais sentem um incômodo ou sensibilidade no local, podendo até mesmo liberar secreções com forte odor.
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Tratamento
A tecnologia vem sendo o principal aliado dos hospitais veterinários, dando estrutura na hora de fornecer exame ou tratamento para os pets. Para diagnosticar se é maligno ou benigno é necessário a realização de exames, geralmente o exame “citologia aspirativa” é o 1° a ser realizado, uma punção na mama do pet também é realizada, não há necessidade de sedá-la. Em caso de tumor maligno, exames como mamografia, radiografia torácica, biopsia, ultrassom e/ou tomografia são indispensáveis.
Se possível, a primeira opção de tratamento é a cirurgia, que faz a retirada total do nódulo, para auxiliar na cirurgia das felinas ocorre o tratamento quimioterápico, pois a retirada é mais agressiva do que nas cachorras. Importante informar que a quimioterapia não afeta os animais como acontece com os humanos, por exemplo, não há a queda de pelos.
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