Fenômeno El Niño mantém sua intensidade no Oceano Pacífico gerando impactos no agro

O mês de janeiro avança, e o fenômeno El Niño continua a exercer sua influência marcante no Oceano Pacífico Equatorial, trazendo consigo águas mais aquecidas do que o normal. Os dados mais recentes da agência de tempo e clima dos Estados Unidos apontam para uma intensidade ainda robusta, próxima ao pico alcançado em novembro do ano anterior, afirma a Metsul Metereologia.

Persistência nas Anomalias Térmicas

Os números revelam que o fenômeno El Niño mantém-se ao redor do seu pico de intensidade, com valores próximos à maior anomalia de temperatura da superfície do mar registrada em novembro. A região Niño 3.4, oficialmente utilizada para determinar a presença do fenômeno, apresenta uma anomalia de 1,9ºC, situando-se na faixa de transição entre El Niño forte e muito forte.

Impactos no Clima e Agricultura

O último trimestre, de outubro a dezembro, registrou uma média de 1,9ºC na região do Pacífico Equatorial Centro-Leste, indicando uma persistência das condições quentes. A análise do ONI (Oceanic Niño Index) aponta para um trimestre de novembro a janeiro com valores ainda elevados, estimados entre 1,8ºC e 1,9ºC.

Todos os principais modelos climáticos apontam para a continuidade das condições de El Niño no restante do verão, com temperaturas anômalas na região do Pacífico Equatorial Centro-Leste. A previsão estende-se até março, e alguns modelos sugerem uma persistência até abril ou maio de 2024.

Transição para a Neutralidade: Impactos no Agronegócio

el niño

A tendência indica que as condições do fenômeno El Niño persistirão em janeiro, fevereiro e, ao menos, parte de março, iniciando uma transição para uma fase de neutralidade durante o outono astronômico, entre abril e maio. Embora não haja sinalização de La Niña configurada no fim do verão ou início do outono, possíveis anomalias negativas podem ser registradas nas costas do Peru e do Equador entre março e abril.