O ministro garantiu que a internet das coisas estará disponível em todos os 26 estados e o Distrito Federal até junho de 2022
Embora nos últimos anos a presença da internet na zona rural tenha avançado graças a democratização do acesso, ainda há imensos vazios de conectividade no campo brasileiro. Para vencer essas áreas de sombra, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse nesta terça-feira (9), durante reunião com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que o 5G plus – internet das coisas – estará disponível em todos os 26 estados e o Distrito Federal até junho de 2022.
Segundo o ministro, o edital para o leilão do 5G foi aprovado em 25 de fevereiro pelo Conselho Diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e encaminhado para análise do Tribunal de Contas da União. “Estamos a cerca de 100 dias para que ocorra o leilão do 5G no país. As teles que vão participar são a Claro, a Vivo e a TIM”, disse.
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Durante a reunião, conduzida pelo presidente da FPA, Sérgio Souza (MDB-PR), Faria reforçou que o governo tem compromisso com a celeridade nas etapas do leilão do 5G e que o agronegócio será o maior beneficiário com a conectividade no país.
“Para expandir a conexão no Brasil, o ministério definiu que todas as localidades com mais de 600 habitantes devem receber, no mínimo, o sinal de 4G, de forma escalonada a partir do ano que vem até 2028.” Dentro dessa proposta, também haverá investimento no programa Norte Conectado, estimado em R$ 1,5 bilhão, que atenderá cerca de 10 milhões de habitantes da região. “Hoje nós temos 16 mil localidades acima de 600 habitantes, desse total temos ainda cerca de 3500 localidades sem acesso à internet que vamos regulamentar a partir 2022.”
Membro da FPA, o ex-presidente deputado Alceu Moreira (MDB-RS) destacou a importância de a internet das coisas chegar as pequenas e médias propriedades. “A conectividade está para a produção rural como a água e o sol, se demorar cinco a seis anos para chegar, a grande propriedade vai acabar comprando todas as outras e, com isso, gerar concentração de riqueza. Precisamos democratizar esse processo,” argumentou.




