O Prêmio Mulheres do Agro 2026 consagrou produtoras e cientistas em São Paulo, destacando a inovação e o compromisso sustentável de quem lidera o setor rural.
O campo brasileiro não se move apenas pelas oscilações das commodities nas bolsas internacionais ou pelas previsões de chuva que cruzam diariamente as telas dos celulares. Sob o solo fértil que sustenta a economia do país, bate um coração guiado por uma liderança cada vez mais feminina, tecnificada e profundamente conectada com o futuro. Essa transformação silenciosa, que vem redefinindo os padrões de produtividade e sustentabilidade de norte a sul, ganhou rostos e vozes marcantes na noite da última quarta-feira, 26 de agosto de 2026.
Reunidas em São Paulo para uma cerimônia exclusiva, lideranças rurais, cientistas e executivas celebraram o ápice da 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro. Idealizada pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), a premiação deste ano alcançou um marco histórico ao registrar o recorde de 394 inscrições, o que representa um crescimento de 10% em relação ao ano anterior. Desde sua criação, em 2018, a iniciativa já jogou luz sobre as trajetórias de 85 mulheres exemplares, cujas gestões provam que a eficiência econômica e o cuidado socioambiental são indissociáveis na lida diária do campo.
Para além de um troféu na estante, o prêmio se consolidou como um motor de visibilidade e pertencimento. De acordo com o estudo “Produtoras rurais e a inovação no campo“, realizado em 2025 pelo Instituto Quiddity em parceria com a Bayer, 78% das produtoras rurais brasileiras afirmam que dar maior visibilidade à sua atuação é determinante para o crescimento da participação feminina na cadeia produtiva. É o reflexo de um setor onde as mulheres já representam a liderança de mais de um terço das propriedades rurais do país, exercendo uma gestão que vai muito além da administração burocrática, com o pé no barro e os olhos voltados para as próximas gerações.
A força silenciosa que passou a liderar porteira adentro
A evolução do prêmio reflete a própria evolução do agronegócio nacional. Se no início das edições, em 2018, a comissão organizadora enfrentava barreiras para encontrar produtoras dispostas a relatar suas práticas, hoje o cenário é de engajamento maciço e alto rigor técnico. Francila Calica, Diretora de Assuntos Agrícolas e Sustentabilidade da Bayer Latam e Vice-Presidente da ABAG, relembrou os primeiros passos com emoção, destacando que nas edições iniciais era extremamente complexo obter adesões porque muitas mulheres não se viam como gestoras de sucesso. “Há nove anos começamos esse prêmio. No início era difícil conseguir inscrições, saíamos catando mulher Brasil afora para se inscrever. Hoje temos inscrições suficientes e com muita qualidade”, relatou. Para ela, essa transformação demonstra que o protagonismo feminino no agro não é uma onda passageira, mas um movimento consistente de evolução estrutural.
As mulheres que hoje assumem a dianteira dos negócios no campo trazem consigo uma sede por conhecimento e capacitação que se traduz em segurança administrativa. “Ela busca se informar e se capacitar muito mais, até para que ela tenha segurança para tocar o negócio dela“, apontou Francila, destacando que essa qualificação resulta em projetos muito bem estruturados e em um compromisso profundo com a sucessão familiar. O preparo precoce de filhos, sobrinhos e netos para a gestão das propriedades garante que o legado seja transmitido de forma planejada, evitando as transições abruptas do passado.
Márcio Santos, CEO da Bayer no Brasil, reforça que a valorização da diversidade é a essência para encontrar novas soluções no campo, especialmente em um ano emblemático no qual a multinacional celebra 130 anos de presença no país. Para o executivo, que tem sua própria fazenda familiar 100% gerida por mulheres, esse é um compromisso pessoal e corporativo de longo prazo.
“A essência da inovação é encontrar uma maneira nova de resolver um problema antigo, ou seja, ela é uma maneira diversa da que existia. Por isso, respeitar e incluir as diversidades, dando voz a tantas mulheres fantásticas, simboliza uma crença muito forte para nós. O legado que essas produtoras e pesquisadoras constroem diariamente com garra e resiliência mostra a realidade de um agro de que nos orgulhamos. Hoje, as mulheres já representam mais de um terço das propriedades rurais no país, e temos o papel de mostrar a beleza desse legado para a sociedade”, afirmou o executivo.
Trajetórias de sucesso consagradas no Prêmio Mulheres do Agro
A emoção e a responsabilidade de amplificar essas vozes também foram a tônica da fala de Daniela Barros, Diretora de Comunicação da divisão agrícola da Bayer Brasil. Ao subir ao palco para dar início à revelação das grandes campeãs, a executiva destacou o pioneirismo de reunir cerca de 300 pessoas em um evento proprietário e a presença calorosa de vencedoras de edições anteriores na plateia.
“Este prêmio tem um significado enorme para nós. Ele foi evoluindo ano a ano e hoje, neste formato de evento próprio e exclusivo, nos permite gerar ainda mais proximidade e conexão. Celebrar essa evolução em 2026, no mesmo ano em que a Bayer comemora 130 anos de história no Brasil, é um marco único. Sabemos que a força do que vivenciamos aqui não fica restrita a esta sala: ela ganha o mundo pelas nossas redes e por meio de mais de 20 jornalistas presentes, que reverberam essa mensagem com alta qualidade e conteúdo Brasil afora. É um privilégio e, acima de tudo, o nosso desafio deixar também o nosso legado aqui hoje”, declarou Daniela.
As histórias das grandes vencedoras de 2026 evidenciam que a excelência não depende do tamanho da propriedade, mas sim do olhar inovador e da resiliência de quem está no comando. Na categoria Pequena Propriedade, o primeiro lugar foi conquistado por Ana Karina Klinke, gestora da Estância Futurama, em Holambra (SP). Aos 49 anos, Ana liderou uma reestruturação na fazenda da família, fundada em 1964, tornando-a um centro de referência em seleção e melhoramento genético de gado Bonsmara, focado na Interação Genótipo vs. Ambiente.
Adotando práticas de agricultura regenerativa, compostagem e conservação de nascentes, ela eliminou a dependência de defensivos químicos sintéticos, como carrapaticidas, substituindo-os por soluções biológicas e probióticos. “A nossa propriedade ela é pequena, mas ela é um laboratório“, explicou Ana Karina, destacando a influência da pioneira cientista Ana Maria Primavesi em sua trajetória de estudos.
“Não é só o gado, é tudo ali. Se a gente não tiver um solo rico, um solo bem estabilizado, como que esse alimento vai suprir o que esses animais precisam? Então é muito estudo, são muitos livros lendo, lendo, lendo, porque a gente também não quer aquela agronomia, agricultura normal, a gente quer algo diferente. Então, a gente trouxe muitos conhecimentos de Ana Maria Primavesi. Ela fala muito do solo e é isso” .
Na categoria Média Propriedade, a catarinense Kátia Helena Fenner Rodrigues, 48 anos, levou o troféu de primeiro lugar para a Fazenda Varginha, em São Joaquim (SC). Administrando um legado familiar de quatro gerações iniciado por seus bisavós em 1920, Kátia uniu a pecuária bovina com manejo humanizado e bem-estar animal à fruticultura de alta qualidade, cultivando maçãs com Indicação Geográfica (IG). Sensível às demandas sociais de sua comunidade, idealizou o projeto “Mulheres Araucarianas“, que deu origem à proposta do Selo Rosa para a capacitação e fortalecimento das trabalhadoras rurais catarinenses.
“Esse prêmio, ele tem muito a ver com a equidade no campo. Nós mulheres precisamos e temos que ter um pouco mais de visibilidade. Nós não queremos estar à frente de ninguém, mas a gente quer que os homens também que estão lá vejam que a gente tem algo a somar, algo também a doar, porque a gente consegue também modificar e olhar com cuidado muita coisa dentro da propriedade”, enfatizou Kátia.
Já o topo da categoria Grande Propriedade foi ocupado pela economista Aline Baldim Vick, de 35 anos, gestora da Fazenda Estância, em Pirassununga (SP). Após atuar no mercado financeiro na capital paulista, ela retornou ao campo em 2018 para implantar um modelo de agricultura regenerativa em larga escala no cultivo de grãos. O uso de culturas de cobertura em rotação de culturas e a prescrição direcionada por talhão elevaram a produtividade da fazenda a níveis até 25% superiores à média regional, mantendo a pegada de carbono por tonelada produzida abaixo da média nacional.
Além disso, a fazenda atua de portas abertas para a sociedade, tendo recebido mais de 1.200 visitantes para comunicar os benefícios do manejo regenerativo. “Todos perguntam é como uma economista veio parar aqui, né? Mais ou menos uns 5 anos atrás. Eu comecei na fazenda sem saber absolutamente nada. Aprendi rodando semanalmente a lavoura com todo mundo que trabalha comigo“, recordou Aline. “Esse reconhecimento ajuda muito nós mulheres que sempre estamos duvidando da gente. É importante a gente ser lembrada de que, por mais que o nosso impacto seja às vezes na nossa cidade ou na nossa região, mas a gente consegue amplificar o que a gente tá fazendo“.
Sustentabilidade e ciência como pilares da produção moderna
A união indissolúvel entre a ciência produzida nos laboratórios universitários e a realidade da lavoura foi consagrada na categoria Ciência e Pesquisa, que contou com uma votação popular expressiva de mais de 40 mil votos. A vencedora foi a bióloga Erika Valente de Medeiros, professora titular e diretora de Pós-Graduação da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE), em Garanhuns. Erika, que lidera pesquisas de impacto sobre microbiologia e bioquímica do solo, recuperação de áreas degradadas e bioinsumos para o semiárido, mobilizou uma verdadeira corrente de apoio.
Além de sua sólida atuação científica, com mais de 200 artigos publicados e sete patentes, ela produz lavanda no interior pernambucano, cultura que trouxe de seu pós-doutorado na França.
“A universidade é a mais nova do país, mas já revolucionou a região. A gente chegou numa região que é considerada o bolsão de pobreza de Pernambuco. E a universidade já revolucionou demais. E como a gente trabalha com bioinsumos, nossas alunas que já fizeram mestrado, doutorado, pós-doutorado, estão ocupando biofábricas em diversas partes do país, saindo de Pernambuco“, relatou Erika, orgulhosa do protagonismo científico gerado no Nordeste.
Essa busca por soluções integradas e tecnológicas norteou os debates dos painéis técnicos realizados durante o evento. No painel focado em Transição Energética e Clima, moderado por Catarina Corrêa, Gerente Executiva de Assuntos Públicos da Bayer, as especialistas discutiram o papel estratégico do Brasil.
“No mesmo território, na mesma paisagem, a gente produz alimento, produz fibra, produz solução climática e produz combustível. A pergunta que fica é como que a gente transforma essa vocação natural em vantagem competitiva real?“, questionou Catarina, abrindo espaço para análises práticas sobre o impacto do clima no dia a dia das fazendas.
Dulce Ciocchetta, produtora e sócia proprietária da Morena Agro (MT), explicou que a adaptação às janelas de plantio e de chuvas exige dados robustos e técnicas regenerativas. “O clima sempre determinou a vida nossa enquanto agricultores. Mas o que mudou ao longo desse tempo todo é que hoje a gente tem um entendimento maior sobre o clima e também a gente acaba incorporando ele na nossa gestão“, afirmou Dulce.
“Com a inteligência artificial, eu posso pedir para analisar tudo isso que um ser humano não conseguiria. A pergunta que a gente vai precisar se fazer não é que tipo de agricultura ou de fazenda do futuro que eu vou ter, mas é que espécie de ser humano eu vou ter dentro dessas propriedades. Quanto mais inteligência artificial a gente tiver dentro das nossas organizações, com certeza a gente vai ter que trazer mais humanidade e a gente vai precisar resgatar essa humanidade“.
Complementando a discussão, Heloisa Borges, doutora em economia e ex-diretora da EPE, apontou a necessidade de estruturar políticas públicas integradas que facilitem a transição energética de forma regionalizada, integrando o Plano Clima e o Plano Nacional de Transição Energética (Plante). Ela enfatizou a necessidade vital de conectar as grandes metas climáticas federais com o desenvolvimento regional e a realidade do produtor rural.
Para Heloisa, leis de alcance nacional como a do “Combustível do Futuro” só geram transformação verdadeira quando coordenadas nas esferas estadual e municipal para atrair investimentos locais. “Os produtores rurais precisam participar desse debate, porque eles precisam dizer o que é possível ou não, qual que é a realidade em cada parte do país e como que a gente traduz uma ambição nacional, às vezes uma ambição global, para a realidade dos produtores”, defendeu a especialista, apontando que o diálogo aberto e transparente é a chave para transformar metas teóricas em incentivos econômicos e sustentabilidade prática no campo.
Claudia Shirozaki, Gerente Executiva de Sustentabilidade da FS Fueling Sustainability, trouxe uma visão técnica e de mercado fundamental sobre o papel da certificação e o futuro das soluções de descarbonização para o setor de biocombustíveis. Ela destacou que não existirá uma “bala de prata” para a transição energética global. Diferente do passado, quando a humanidade dependia quase exclusivamente do petróleo para produzir gasolina, querosene de aviação e combustível marítimo, o novo cenário exige entender qual tecnologia faz sentido para cada contexto local.
Sob a ótica de inserção global do produto brasileiro, Claudia relembrou as barreiras operacionais do passado, como quando foi necessário trazer um auditor do Canadá até o Mato Grosso para realizar a primeira validação de processo por falta de profissionais locais credenciados. Ela defendeu que, para acessar mercados exigentes como Europa, Japão e China, a certificação internacional deve ser vista como uma ferramenta indispensável de garantia de conformidade e de posicionamento estratégico.
“A certificação dá o grau de conforto necessário para os agentes reguladores e para todo o mercado. O principal desafio hoje é harmonizar as regras internacionais com a nossa realidade tropical. Frequentemente, o que é mostrado lá fora sobre o Brasil é apenas o aspecto negativo, e a certificação é o mecanismo que nos dá a garantia científica para mostrar o positivo. O combustível final é o reflexo de tudo o que acontece antes da porteira: desde a adoção de biofertilizantes e uso de biogás na lavoura até os investimentos industriais em captura e estocagem de carbono”, explicou Claudia.
O desafio de romper as barreiras de comunicação e falar fora da porteira
Embora os avanços porteira adentro sejam contundentes, o agronegócio enfrenta um grande gargalo na sua comunicação com o público urbano e o mercado externo. Esse “divórcio entre campo e cidade“, conforme conceituado durante as discussões do evento, gera distorções sobre o real papel do produtor rural na preservação ambiental e na segurança alimentar global.
Para reverter esse cenário, a diretora de Assuntos Agrícolas da Bayer, Francila Calica, lançou um desafio prático e direto a todas as presentes. Ela convocou as mulheres do agro a dedicarem um tempo para conversar com pessoas alheias ao setor, desmistificando o trabalho rural com exemplos reais de manejo responsável. “Se em 12 meses cada uma de nós se comprometer ao longo dos próximos 12 meses a fazer isso, de falar com 10 pessoas fora do agro, que estão fora da nossa bolha, a gente vai ampliar as conversas em relação ao agro. A gente vai criar diálogo, a gente vai trazer mais gente para essa conversa, a gente vai ter condições de mostrar o que a gente faz dentro das nossas propriedades“, propôs Francila.
Essa necessidade de diálogo também foi endossada por Dulce Ciocchetta, que compartilhou uma experiência do cotidiano sobre a falta de conhecimento urbano: “Esse divórcio campo e cidade aconteceu. Se você pegar um táxi em São Paulo e perguntar se abastece o carro com etanol ou gasolina, é incrível, abastecem com gasolina. Essa barreira de comunicação existe dentro de nós mesmos“. Dulce ressaltou que a transição energética que ocorre no campo está profundamente atrelada à atividade agrícola: “A transição energética que está acontecendo na agricultura não está acontecendo apesar da agricultura, ela está acontecendo a partir da agricultura“. “O que o agronegócio fornece é uma plataforma integrada de solução de segurança energética e segurança alimentar. Eu não estou escolhendo, eu estou provendo os dois serviços. E é isso que a gente precisa comunicar“.
Essa rede de apoio é fundamental para superar um obstáculo silencioso que muitas vezes começa na mente das próprias produtoras: a autossugestão de que suas conquistas não são extraordinárias. Isabela Fagundes, especialista em comunicação na divisão agrícola da Bayer no Brasil e que acompanha de perto a jornada dessas mulheres, aponta que o maior desafio é fazê-las enxergar o tamanho de suas realizações.
“O meu ponto de vista, por estar há bastante tempo conversando diretamente com elas, é que o grande desafio é fazê-las acreditar no próprio potencial. Escutamos muito delas frases como ‘ah, mas o que eu faço na gestão não é nada de mais, eu só estou aqui tocando, herdei a fazenda’. Mas quando paramos para ver de perto, cada uma delas lidera um caso de sucesso espetacular, com técnicas avançadas de manejo, produtividades altíssimas e um compromisso exemplar com a sustentabilidade”, explicou.
Segundo ela, a premiação atua como um verdadeiro divisor de águas na vida das participantes. “O reconhecimento muda tudo, tem um impacto absurdo. Temos histórias de produtoras que chegaram em suas cidades e encontraram outdoors com suas fotos, passando a ser convidadas para palestras em escolas e para inspirar outras mulheres. Isso abre um mundo novo de possibilidades e amplifica a voz delas para além das fronteiras do agro”, concluiu.
Ao final de um dia marcado por debates intensos e reconhecimentos merecidos, a mensagem que ecoou na cerimônia foi de otimismo e de responsabilidade.
O rigor técnico e o prestígio da premiação ficaram evidentes na distribuição dos troféus de 2026, que consagrou dez mulheres excepcionais, sendo nove produtoras rurais e uma pesquisadora científica. Nas categorias voltadas às propriedades, subdivididas em pequena, média e grande escala, o reconhecimento estendeu-se com igual valor aos segundos e terceiros lugares, demonstrando que a excelência na gestão e o compromisso socioambiental estão capilarizados por todo o ecossistema produtivo brasileiro. Com essa nova leva de campeãs, o Prêmio Mulheres do Agro alcançou o marco histórico de 85 mulheres reconhecidas desde a sua fundação, em 2018. Desse total acumulado de lideranças celebradas pela iniciativa, 81 são produtoras rurais que gerenciam propriedades de diferentes tamanhos e culturas de norte a sul do país, enquanto quatro são brilhantes cientistas que dedicam suas trajetórias à pesquisa aplicada, gerando soluções reais e sustentáveis diretamente para a lavoura.
As trajetórias premiadas em 2026 demonstram que, quando a mulher assume a gestão de um negócio rural ou lidera uma pesquisa científica, ela não apenas eleva os índices produtivos, mas também promove a inclusão social e o desenvolvimento de toda a sua comunidade. O prêmio evidencia que o agro do futuro já está sendo escrito no presente, com a caneta da inovação tecnológica, a tinta da sustentabilidade socioambiental e a assinatura da liderança feminina.
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Sobre o autor
Vicente Delgado
DRT 2364/MT
Editor-Chefe e Fundador24+ anos de experiência
Jornalista e fundador do Agronews, atua desde 2002 em produção audiovisual e cobertura do agronegócio brasileiro, com foco em commodities, política agrícola, pecuária e eventos do setor.