Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram o pregão desta quarta-feira (15) em campo misto. As primeiras posições da commodity exibiam ligeiras altas, entre 0,50 e 0,75 pontos, por volta das 7h34 (horário de Brasília). Já os vencimentos mais longos, registravam leve queda, entre 0,50 e 1,50 pontos. O contrato julho/16 era cotado a US$ 4,37 por bushel e o março/17 a US$ 4,50 por bushel.
Os analistas explicam que, nesse instante, as atenções dos investidores estão voltadas ao comportamento do clima nos Estados Unidos. Por enquanto, as previsões climáticas indicam chuvas irregulares nos próximos 15 dias no Meio-Oeste do país, o que tem gerado especulações sobre o desenvolvimento da safra de milho norte-americana. Na última segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou que, cerca de 75% das lavouras do grão apresentam boas ou excelentes condições.
A demanda pelo produto norte-americano também tem sido outro pilar de sustentação aos preços em Chicago. Isso porque, com a quebra na safrinha brasileira, devido ao clima irregular e, a colheita ainda lenta na Argentina, os compradores têm adquirido o milho dos EUA, conforme ponderam os analistas. A cada semana, o USDA tem trazido bons números nos boletins de embarques e vendas para exportação.
Ainda ontem, o departamento divulgou venda de 136 mil toneladas de milho ao Japão. Em torno de 60 mil toneladas serão entregues nesta temporada e, o restante, de 76 mil toneladas na safra 2016/17.
Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:
Milho: Em meio ao avanço da colheita da safrinha, mercado fecha 3ª feira com leve queda na BM&F
Na BM&F Bovespa, as principais posições do milho encerraram o pregão desta terça-feira (14) em campo negativo. Os vencimentos da commodity acumularam desvalorizações entre 0,13% e 0,60%. O contrato setembro/16, referência para a safrinha era cotado a R$ 43,55 a saca, com leve perda, de 0,34%. Já o janeiro/17 era negociado a R$ 45,60 a saca. Apenas o maio/17 exibiu ligeira alta, de 0,21%, cotado a R$ 43,10 a saca.
De acordo com o consultor de mercado, Ênio Fernandes, o mercado busca um suporte para os preços do cereal nesse instante. “O mercado financeiro tenta antecipar o movimento no mercado físico. A entrada da safrinha irá acomodar as cotações em patamares mais baixos, o que irá ocasionar uma oportunidade de compra aos demandadores. Porém, essa janela deverá ser curta, pois grande parte dos produtores deverá colher e armazenar o produto. Com isso, teremos uma queda de braços e os agricultores irão entregar o milho pontualmente. Já os demandadores terão que estimular as vendas com preços mais altos”, explica.
Além disso, o consultor também reforça que há preocupações no mercado em relação às previsões de chuvas para o Paraná nos próximos dias. “As geadas prejudicaram muitas lavouras em São Paulo, sul do Mato Grosso do Sul e também no Paraná. E as chuvas após o evento climático podem elevar as perdas já existentes. Há especulações de queda na produção acima de 500 mil toneladas de milho, em um mercado que já não tem o produto. A qualidade do cereal também poderá ser danificada com as chuvas, principalmente do grão cultivado tardiamente”, reforça Fernandes.
Segundo dados da Climatempo, no período de 14 a 20 de junho, o estado paranaense poderá acumular chuvas ao redor de 20 mm. Para essa safra, a perspectiva é que sejam colhidas 49,9 milhões de toneladas, conforme reporte da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).
Paralelamente, os trabalhos nos campos começam a avançar. A colheita do milho safrinha no Mato Grosso avançou e atingiu 5,61% da área cultivada nesta temporada, conforme levantamento realizado pelo Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária).



