A semana foi de volatilidade aos preços do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT), mas sem movimentações expressivas
Nesta sexta-feira (6), as principais posições da commodity finalizaram a sessão com leves valorizações entre 0,50 e 0,75 pontos. O contrato dezembro/17 era cotado a US$ 3,50 por bushel, enquanto o março/18 operava a US$ 3,63 por bushel.
Conforme reportam as agências internacionais, o mercado do milho ainda aguarda novas informações que possam influenciar o andamento das negociações em Chicago. E, diante dos fundamentos já conhecidos, os preços seguem de lado, sem grandes oscilações.
Apesar das chuvas recentes, que paralisaram a colheita do cereal em algumas localidades no país essa semana, segundo a Reuters Internacional, a perspectiva de bons rendimentos das lavouras americanas pesam sobre os preços. Até o momento, cerca de 17% da área plantada foi colhida, conforme destacou o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
Paralelamente, os investidores já especulam sobre uma possível revisão na produtividade das lavouras na próxima semana, no boletim de oferta e demanda do órgão. No mês anterior, a produtividade foi estimada em 179,82 sacas por hectare.
Essa semana, a INTL FCStone estimou a produtividade das lavouras americanas em 179,07 sacas do grão por hectare. O número está acima do projetado no mês anterior, de 176,65 sacas por hectare.
Como fator positivo, o USDA reportou nesta sexta-feira a venda de 195 mil toneladas de milho para destinos desconhecidos. O volume deverá ser entregue ao longo da campanha 2017/18. Contudo, o analista internacional, Benson Quinn Commodities, reforçou que “os mercados de milho e trigo precisam atrair mais negócios”.
Mercado brasileiro
Nesta sexta-feira, as cotações do milho praticadas no mercado doméstico apresentaram ligeiras valorizações. Segundo levantamento do diário do Notícias Agrícolas, em São Gabriel do Oeste (MS), o valor subiu 5,26%, com a saca a R$ 20,00. Já em Pato Branco (PR), o ganho foi de 0,91%, com saca negociada a R$ 22,20.



