Gás, ureia, rodovias, destinos aéreos. No que depender do Governo de Mato Grosso cada vez mais esses assuntos estarão na pauta com o governo da Bolívia. Em reunião com o ministro de Hidrocarburos do país vizinho, Luis Alberto Sánchez, na segunda-feira (04.04), a equipe econômica do Estado, o governador Pedro Taques e o vice Carlos Fávaro apresentaram as possibilidades de mercado entre a Bolívia e Mato Grosso.
Um desses produtos é a ureia produzida pela Bolívia e que se mostra economicamente atrativa ao estado. O Brasil deve produzir nesta safra 217 milhões de grãos, sendo Mato Grosso responsável por 32% da produção de milho e 67% do algodão, os dois principais demandadores desse insumo. A capacidade de produção boliviana está em torno de 600 mil toneladas de ureia por ano, desse montante 65% deve ser destinado para o Brasil.
Além de demanda e potencial, as possíveis rotas para o transporte desse insumo também foram tratadas na reunião de segunda-feira (04.04). Uma das possibilidades estudadas, em curto prazo, é a importação a partir de Porto de Suarez, com transporte rodoviário via Corumbá (MS), Aquidauana (MS) e Campo Grande (MS) até chegar a Rondonópolis, onde estão instaladas as principais indústrias que utilizam essa matéria prima. Em médio prazo, são analisadas possibilidades via hidrovia e ferrovia.
“São muitas oportunidades. A Bolívia tem interesse de vender a ureia porque eles vão iniciar produção e precisam conquistar mercado. Nós somos grandes produtores consumidores de ureia. Nós precisamos do gás que eles também são grandes fornecedores, então isso tudo pode ser uma grande via de negociação para fechar um grande convênio”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ricardo Tomczyk.
O vice-governador Carlos Fávaro lembrou ainda que a compra da ureia boliviana também se torna viável pelo fato de a maior parte do produto importado seguir diretamente para Rondonópolis, 250 km ao sul de Cuiabá, que atuaria como polo de distribuição.
Durante o encontro, Pedro Taques também reafirmou o interesse na importação do gás boliviano e a necessidade de renovação do fornecimento para que haja crescimento industrial em Mato Grosso com atração de investidores. “Fornecimento firme de gás da Bolívia para que possamos alargar o consumo de gás em Mato Grosso, que é uma matriz energética bem mais barata que a energia elétrica”, frisou.



