“O que salva o Brasil é o agro. Ele sustentou o país na pandemia e garantiu o equilíbrio econômico em tempos incertos.” Foi com essa afirmação enfática que o jornalista e analista político Augusto Nunes deu início à sua palestra no Fórum dos Setores Produtivos, da Expoagro 2025. Em sua análise, o agro brasileiro não apenas resistiu às adversidades dos últimos anos — ele se consolidou como pilar estratégico para o futuro do país.

Segundo Nunes, o segredo dessa força está na combinação de fatores: tecnologia de ponta, trabalho árduo no campo e o protagonismo de homens e mulheres que colocam o Brasil — e particularmente o Mato Grosso — entre os maiores produtores agropecuários do planeta. “O agro já é o futuro”, afirmou, destacando que o setor vai muito além de sua importância econômica imediata. Ele molda decisões políticas, regula mercados e define prioridades nacionais. (Palestra completa no final deste artigo!)
Comunicar para transformar
Outro ponto de destaque no Fórum foi a necessidade urgente de qualificar a comunicação no setor agro. Álvaro de Carvalho, CEO da Soul Propaganda, trouxe à tona um dos maiores desafios enfrentados por empresas do ramo: encontrar profissionais de marketing que realmente compreendam a lógica e as especificidades do campo.

“No meu primeiro trabalho com agro, o cliente me perguntou: Como você vai colocar R$ 1 a mais na saca de soja? Essa foi a virada de chave”, contou. Ele mostrou como o reposicionamento de marcas como Scheffer, Amaggi e Adama não só fortaleceu a identidade dessas empresas, como também ampliou suas margens de lucro ao agregar valor ao produto.
Diversificação que fortalece
A agregação de valor também foi tema da palestra “Apicultura e Diversidade”, apresentada por Renildo Soares, secretário-adjunto de Agricultura e Trabalho de Cuiabá, e Juraci Rodrigues, presidente da Coopabel. O foco? Reforçar a cadeia produtiva do mel como vetor de renda, sustentabilidade e valorização da biodiversidade local.
A Coopabel atua de forma integrada, organizando a produção, beneficiando os produtos apícolas e promovendo sua comercialização. Além disso, investe na formação dos cooperados, fortalecendo o papel da apicultura não apenas como atividade econômica, mas como expressão de cultura e equilíbrio ambiental.




