A bolsa brasileira sobe nesta quarta-feira, 14, com alguma esperança sobre o andamento de reformas, após sinalizações de que a reforma tributária pode ser votada pela comissão mista do Congresso até meados de dezembro. Às 13h40, o Ibovespa subia 0,71% para 99.205 pontos.
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“A questão fiscal vinha pesando bastante nas últimas semanas, com o cenário nebuloso sobre o andamento de reformas. Com notícias positivas sobre o tema, ajuda a clarear um pouco”, afirma Henrique Esteter, analista da Guide Investimentos.
Na véspera, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que o texto da reforma poderia ser aprovado ainda neste ano, caso governo e deputados cheguem a um acordo até o fim do primeiro turno das eleições municipais.
Frigoríficos
As ações da JBS sobem 5%, após sua controladora J&F selar acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que acaba com qualquer exposição criminal da empresa no país. A empresa se declarou culpada por violar a lei americana de Práticas de Corrupção no Exterior. Nos termos do acordo a J&F irá pagar 128,25 milhões de dólares e a JBS, 26,87 milhões de dólares.
“Em uma situação assim, acaba sendo positivo. Enquanto não define o valor, o mercado não sabe precificar se a multa resolverá o problema ou o valor será baixo ou alto. Uma vez que se estabelece um valor, a dúvida não existe mais. Então, o mercado trata como problema resolvido”, afirma Régis Chinchila, analista da Terra Investimentos.
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Antes mesmo do acordo da J&F, os frigoríficos já vinham de bom desempenho, sendo liderado pelas ações da BRF, que reduziram a alta para 2,76%. No radar dos investidores está a descoberta de mais quatro casos de peste suína africana na Alemanha, que já totalizam 69. No ano passado, a doença foi responsável por dizimar rebanhos chineses, contribuindo para a alta do preço da carne no mercado global. As exportações de carne de porco alemã para a China estão banidas desde meados de setembro, após a confirmação do primeiro caso. Segundo o Ministério da Agricultura da Alemanha, todos os casos de peste suína foram encontrados em animais selvagens, sem confirmação da doença em fazendas.
“Esses bloqueios sobre a Alemanha favorecem os frigoríficos brasileiros, que tendem a ter aumento de demanda, com a menor oferta internacional”, diz Adilson Bonvino, sócio Unnião Investimentos.




