O IPCA de julho de 2017 registrou inflação de 0,24% ante o mês passado, quando havia apresentado deflação de 0,18%. Mesmo com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses recuou, de 3,00% em junho, para 2,71% neste mês, registrando a menor taxa acumulada em 12 meses dos últimos 16 anos
No mesmo mês de 2016 a inflação para o período havia sido 0,52%. A leitura de julho/17 foi a menor taxa para o mês nos últimos dois anos. Em relação à nossa expectativa (projeção Parallaxis: 0,14%) e a do mercado (mediana das projeções: 0,19%) o resultado foi acima do esperado. O desvio da nossa projeção em relação ao resultado ocorreu devido ao grupo Habitação, o qual esperávamos apresentar inflação levemente menor que o observado.
Em relação ao mês anterior, entre os 9 grupos que compõem o indicador, 4 grupos foram responsáveis pelo retorno da inflação ao território positivo pois apresentaram deflação menor ou inflação maior. A saber: Alimentação e Bebidas (-0,50% para -0,47%), Habitação (-0,77% para 1,64%), Transportes (-0,52% para 0,86%) e Despesas pessoais (0,33% para 0,36%)
Analisando por ordem de importância na composição do resultado, com impacto deflacionário, os grupos de Alimentos e Bebidas (-0,12 p.p.) Vestuário (-0,03 p.p.) e Artigos de Residência (-0,01 p.p.) foram os superados pelos impactos inflacionários, especialmente dos grupos Habitação (0,25 p.p.), Transporte (0,06 p.p.), Saúde e Cuidados Pessoais (0,04 p.p.) e Despesas Pessoais (0,04 p.p.).
Na análise por itens e subitens, no grupo Habitação, o grande destaque foi a elevação da tarifa de energia elétrica (+6,0%) devido a substituição da bandeira verde pela amarela, adicionando R$ 2,00 a cada 100 kwh consumidos, sendo este item isoladamente responsável pelo impacto de 0,20 p.p.. No grupo Transportes, o destaque ficou por conta de combustíveis que avançou 0,92%, em função do etanol (+0,73%) e da gasolina (+1,06%) mais caros, que sofreram o aumento da alíquota do PIS/Cofins.
No mesmo grupo, ainda se destacou o item ônibus interestaduais (+2,15%). Por fim, como itens com destaque deflacionários, no grupo Alimentação e Bebidas, a batata-inglesa (-22,73%), o leite longa vida (-3,22%), as frutas (-2,35%) e as carnes (-1,06%) se tornaram mais baratos.



