Esmagadoras não recebem cargas de soja e as negociações com compradores estão reduzidas. Pesquisa aponta que esmagamento de soja teve queda de mais de 10% em maio no estado

 

As indefinições de valores do frete estão afetando o setor produtivo. As negociações para o transporte de grãos continuam travadas e isso atinge as indústrias que esmagam os grãos, por exemplo. Isso porque as esmagadoras não recebem cargas de soja e as negociações com compradores estão reduzidas.

Segundo o último boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o esmagamento de soja em Mato Grosso teve queda de mais de 10% em maio, em comparação com abril.

Esse resultado, segundo o Imea, é consequência da greve dos caminhoneiros. A paralisação acabou, mas para a indústria o trabalho ainda não voltou ao normal por causa do preço do frete.

Uma esmagadora de soja em Cuiabá, que processava 40 mil toneladas de soja por mês, teve a produção reduzida pela metade. Segundo o gerente da empresa, Carlos Atkinson, os trabalhos estão devagar e o processo de esmagamento foi diminuído.

Atualmente, a empresa apenas cumpre com os compromissos que já haviam sido firmados, mas vendas novas dependem da definição da nova tabela do frete.