Novo fundo representa ganho ao produtor, com mais investimentos, ao investidor, pela rentabilidade, e ao país, com o fortalecimento do agronegócio brasileiro
Considerado como alternativa para estimular a entrada de produtores no mercado de capitais e de investidores interessados no agro, o Projeto de Lei (5191/2020) que cria o Fundo de Investimentos do Agronegócio (FIAgro), foi aprovado na noite desta terça-feira (2), com a articulação da bancada para a retirada dos destaques. A proposta agora segue para sanção presidencial.
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O projeto prevê que investidores possam adquirir cotas dos fundos criando a possibilidade de incluir mais recursos para serem investidos no setor agropecuário. Estabelece, também, a chance de produtores ofertarem suas propriedades, com o recebimento de cotas.
Quando sancionado, o FIAgro irá seguir os moldes dos Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs). Assim, todo cidadão interessado em investir no agronegócio terá a possibilidade de obter rendimentos do setor que mais gera riquezas no país, responsável por 21,4% do PIB brasileiro – segundo a CNA, a soma de bens e serviços gerados no agronegócio, em 2019, chegou a R$1,55 trilhão.
“Esse projeto moderniza e dá um gás maior para que a agricultura possa ajudar o país no processo de retomada econômica. O agronegócio foi o único setor do país que cresceu de forma expressiva e sustentada e é muito importante trazer novas fontes de financiamento para continuar e firmar essa tendência de crescimento do setor”, comentou o senador Zequinha Marinho (PSC-PA), que lembrou ainda o papel do FIAgro para o “fortalecimento dos pequenos e médios agricultores familiares”.
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Autor da proposição, o deputado federal Arnaldo Jardim (CIDADANIA-SP), explica que com o FIAgro o agricultor e o produtor rural poderão captar recursos sem necessidade de recorrer ou depender exclusivamente de financiamentos com recursos públicos ou bancários. “Assim, na medida em que evoluem e se modernizam os instrumentos de captação da atividade, reduz-se a pressão do setor agrícola sobre o governo federal, em termos de necessidade de crédito e subvenção ao custeio das safras”, acrescenta.
O FIAgro representa ainda a profissionalização da gestão patrimonial e da produção do setor, uma vez que para minimizar os riscos inerentes a qualquer investimento os fundos irão buscar administradores profissionais do mundo financeiro ligados ao agro, gerando melhoria na governança. Assim como na capacitação, que necessitará de melhor preparo do produtor e mais tecnologia embarcada no campo, em busca de melhor produtividade e qualidade – o que gera um ciclo positivo em prol do agronegócio brasileiro.
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