Objetivo é fugir do fungo, que está cada vez mais difícil de ser controlado e combatido. 50% da área brasileira está, atualmente, sob alto risco. Uma das alternativas continua sendo a proteção com os fungicidas multissítio. Sem novas ferramentas vindo, primordial é proteger os modos de ação.

 

A pesquisadora Claudia Godoy, que também é coordenadora do Consórcio Antiferrugem, lembra que não houve muita incidência de ferrugem na última safra. Várias explicações foram buscadas, mas ela destaca que o inverno rigoroso fez com que houvesse um vazio sanitário natural, o que contribui para a redução do inócuo da ferrugem.

O grande medo, no entanto, é que os produtores se baseiem apenas na última safra e não realizem as proteções necessárias contra o fungo. Godoy destaca que “não dá para baixar a guarda e pensar só na safra passada”.

Tudo depende da distribuição de chuvas, mas a melhor medida para escapar do fungo é plantar mais cedo. O vazio sanitário também é uma das principais estratégias. Na soja tardia, por sua vez, o fungo aparece cada vez mais cedo. Assim, a aplicação de fungicidas multissítios deve ser utilizada para que essa ferrugem não se espalhe.