Novos incentivos para a redução do uso de carros particulares surgem a cada dia, mas ainda há um longo caminho pela frente para que se chegue ao uso mínimo desse tipo de transporte. Porém, além das comodidades e da estrutura que já existem para sua utilização, ele pode ser responsável por achados arqueológicos!
A Ilha de Creta é famosa por ter abrigado a civilização minoica, conhecida pelos complexos de palácios que mais pareciam labirintos e inspiraram o clássico mito grego de Teseu e o Minotauro. Apesar dessa fama, há poucas informações sobre o povo; mas o lado bom é que a nova descoberta forneceu um pouco mais de material para os arqueólogos.
Estacionamento histórico
Quando o grego George Dvorsky resolveu estacionar seu carro sob a sombra de uma oliveira, parecia um dia comum em sua vida. O que ele não esperava era que, ao começar a se aproximar da árvore, o chão começaria a ceder. Ele prontamente parou e moveu o automóvel no sentido contrário, saindo dele para entender o que havia acontecido.

Ao analisar a abertura, ele logo percebeu que não se tratava de um buraco comum, mas sim de algo de grande valor histórico. Após o incidente, um comunicado informou que arqueólogos do ministério de patrimônio da humanidade iniciaram escavações na região, que fica na pequena aldeia de Rousses, Ierapetra, no sudeste de Creta.

Apesar dos 3,4 mil anos de idade, a tumba estava em ótimo estado de conservação, compreendendo uma abertura com 1,20 metro de largura e 2,40 metros de profundidade, dividida em três nichos individuais, acessíveis por uma vala vertical. Dentro dos compartimentos foram encontrados dois caixões e vários vasos espalhados pelo chão, dentre eles 14 potes gregos ritualísticos, conhecidos como ânforas.
Em uma reportagem sobre o assunto feita pela revista Forbes, Kristina Kilgrove explica que a cerâmica era de alta qualidade, o que indica a proeminência das pessoas ali enterradas. Ela lembra, entretanto, que “já foram registradas outras tumbas da época, onde surgiram objetos ainda mais elaborados, ou seja, eles eram ricos, mas nem tanto”.




