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Quem vê peão e touro no meio da arena em uma competição que dura, se muito, oito segundos, provavelmente não imagina a imensa estrutura que há por trás de um rodeio profissional. Antes do brete abrir, há muita correria, trabalho duro, concentração e organização

Dos peões aos portereiros, dos boiadeiros aos salva-vidas, do humorista da arena à influencer digital, há dezenas de pessoas envolvidas para fazer o espetáculo apresentado ao público. Na 54ª Expoagro, o rodeio organizado pela JB Rodeios trouxe em sua primeira noite, nesta quinta-feira (07.07), um show de emoção e beleza para a plateia e os competidores.

Júlio César Rodrigues da Silva, 29 anos, já é um peão conhecido pelos rodeios Brasil afora. Chega a Cuiabá com a expectativa de levar o primeiro lugar e, mais uma vez, conseguir dar orgulho e sustento à sua família, que vive em Mato Grosso do Sul. “Peço a Deus inteligência, sabedoria e força para parar nestes touros. O peão hoje é um atleta, precisa se alimentar bem, treinar todos os dias, porque é a nossa profissão, é o trabalho de todos que estão aqui”, conta.

Ele cresceu montando em bezerros no sítio do tio, em Novo Horizonte do Sul (MS), e gostou da ‘brincadeira’. “Desde 2017 monto em rodeios, é o que sei fazer. Não posso dizer que é ótimo, porque é sofrido também, estamos sempre na estrada viajando, longe da família, da minha mulher e meus filhos. Viajei mil quilômetros para estar aqui hoje, eu e Deus”, diz Júlio César.

Quem participa das companhias de rodeio é apaixonado pelo faz e, muitas vezes, o amor pelo esporte vem desde criança. Para o locutor Henrique Soares, o amor à primeira vista pela locução aconteceu quando viu um caminhão de som passando em frente à sua casa.

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“Minha mãe e meu pai não têm nada a ver com rodeio, ele pedreiro, ela doméstica. Mas naquele dia, me apaixonei e, dia após dia, tudo foi levando para este mundo. Comecei a montar em touro, depois fui embora com uma companhia de rodeio e, de lá para cá, é só amor pela profissão”, relembra.

expoagro
Créditos: Júlio Rocha/Agronews

Desde 1998, Henrique Soares narra rodeios, mas foi somente em 2007 que ele se profissionalizou. Nome conhecido no meio, diz que não se sente famoso, mas grato por realizar o sonho do menino de Jaguapitã, interior do Paraná. “O rodeio é uma festa popular que envolve toda a família com entretenimento e alegria, não tem distinção de público, nem idade. Quando vejo a arquibancada lotada, todo mundo rindo e brincando, é uma grande satisfação”, diz o locutor.

O público que gosta de rodeios quer ver a competição, mas também quer se divertir e dar boas risadas. Aí entra o trabalho de Gerson Silva Porto, o Cebolinha, que há oito anos é humorista em rodeios. Sempre bem-humorado, ele diz que a função de palhaço foi algo natural na companhia de rodeio.

“Venho de uma família circense, meus pais tinham circo e eu era palhaço. Quando resolvi vir para os rodeios, pensei: para locutor não tenho voz, montar não tenho coragem, vou ser palhaço mesmo”, brinca.