Congresso Brasileiro do Agronegócio, evento será promovido em São Paulo no dia 6 de agosto e contará com os mais conceituados analistas da atualidade para debater os temas relevantes do agronegócio.

O painel de encerramento da 17ª edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio, que será promovido pela ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio e a B3 – Brasil, Bolsa, Balcão no dia 6 de agosto, em São Paulo, apresentará o documento Plano de Estado – 2030, organizado por importantes entidades do agronegócio brasileiro, com dimensões e ambições inéditas: tornar o Brasil, em dez anos, o maior e melhor produtor mundial de alimentos.
Tendo por tema 2019: Novo Governo e Prioridades, o painel discutirá a concretização da ideia norteadora de contribuir para a segurança alimentar sustentável do Planeta, condição considerada indispensável para se garantir a paz no mundo, pois onde não há fome, fica mais fácil alcançar a paz.

Nesse sentido, o Plano aborda o desafio de atender alguns pressupostos. Na macroeconomia, por exemplo, a prioridade é manter rigidamente a inflação em níveis que permita previsibilidade na economia, de forma a sustentar o processo de crescimento. Nesse sentido, se faz necessária a reforma da previdência, seguida de reformas tributária e política. No plano internacional, cabe ao país desenhar uma tática para fazer do agronegócio um ativo estratégico, de forma a exportar produtos com maior valor agregado.

Tanto para o desenvolvimento interno, quanto para atingir as metas internacionais, a gestão do agro, o empreendedorismo e a coordenação das cadeias produtivas dependem de um sistema educacional sólido que, em todos os níveis, assegure maior eficiência em todos os seus elos.

Em termos de sustentabilidade, o Plano pressupõe a utilização de áreas limitadas, mas já antropizadas na Amazônia para produção agrícola; a recuperação de pastagens degradadas no Cerrado e a geração de conhecimento para analisar os desafios e as potencialidades da Caatinga. Ainda nessa área é indispensável um esforço para aumentar a eficiência dos motores automotivos para o maior uso de etanol, com ênfase em políticas públicas para estimular tecnologia voltada, principalmente para o transporte coletivo e de carga. No caso do biodiesel, o aumento gradual da mistura obrigatória e conservação do Selo Combustível Social. Além disso, o Programa Renovabio precisa ser regulamentado.

Vale destacar também que, para incrementar o desenvolvimento sustentável, ganha relevância o papel de inclusão social e econômica representado pelo cooperativismo. Sendo assim, devemos privilegiar todas as ações voltadas para seu fortalecimento, especialmente o Programa de Capitalização de Cooperativas de Crédito, que necessita ser transformado em política pública permanente.

Por fim, o Plano de Governo salienta ser necessária uma melhor coordenação entre os vários órgãos responsáveis pela execução das políticas voltadas para o agro. Com a ausência de diretrizes e planos de médio e longo prazos, inexiste mecanismos de avaliação. Cabe fortalecer garantias de renda ao produtor (seguro rural); atualização e instrumentos de intervenção no mercado; além de revitalização da assistência técnica e extensão rural. Uma melhor coordenação interna do setor, pressupõe também aperfeiçoar sua comunicação com a sociedade para superar preconceitos históricos que afetam injustamente a imagem do Agro no Brasil.

Além da apresentação do Plano de Governo – 2030, o Congresso Brasileiro do Agronegócio, cujo tema principal será Exportar para Sustentar, debaterá no 1º painel Fontes de Financiamento para o Agronegócio, tendo em vista que o setor deverá entrar no circuito dos aportes estrangeiros, principalmente nas áreas de infraestrutura e logística. Os riscos geopolíticos do Brasil e da América do Sul passam por soluções e estratégias na área financeira para atrair capitais com longo prazo de maturação. Teremos uma visão de diferentes players do mercado, abordando as vantagens e desvantagens das diferentes opções de financiamento.