Parte das investigações foi desenvolvida em 2015, na Embrapa, sob a orientação de Rodrigo Mendes, chefe adjunto de Pesquisas e Desenvolvimento da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP).
Além de Juan Pérez e Rodrigo Mendes, também assinam o artigo, como co-autores, Víctor Carrión, Jos M Raaijmakers e Mattias de Hollander, do Department of Microbial Ecology, do Netherlands Institute of Ecology; Mirte Bosse, do Department of Animal Ecology, do Netherlands Institute of Ecology; Luiz Ferrão e Antonio Garcia, do Departamento de Genética da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP) e Camilo Ramírez, do Instituto de Biologia, da Universidade de Antioquia, Medellín, Colômbia.
A domesticação das plantas pode ser encarada como um marco importante na história da humanidade, contudo, esse processo acarretou uma evidente redução no padrão de diversidade genética de espécies de culturas melhoradas, em comparação a seus ancestrais selvagens.
A forma como a diversidade genética reduzida afetou as relações de plantas e microrganismos no solo só recentemente vem sendo desvendada e é sobre essas questões que se dedicaram os pesquisadores, que trabalham na fronteira do conhecimento científico, buscando entender com mais clareza esse processo.
As investigações nesse estudo permeiam a relação genética, os traços fenotípicos da raiz e a composição da comunidade de rizobactérias de exemplares selvagens e modernos de feijão cultivados em solo agrícola nos Andes colombianos, reconhecido centro de diversidade de feijão comum.
Na trajetória de domesticação do feijão, ou seja, no caminho percorrido entre o estado selvagem para o moderno, os resultados apontados evidenciaram uma diminuição gradual da abundância relativa de Bacteroidetes, principalmente Chitinophagaceae e Cytophagaceae.
Por outro lado, também apontou um aumento na abundância relativa de Proteobactérias e Actinobactérias, sobretudo Nocardioidaceae e Rhizobiaceae.
De modo geral, os resultados apontaram uma evidente relação entre domesticação de feijão comum, traços morfológicos específicos da raiz e montagem da comunidade de rizobactérias.
