Evento busca encontram caminhos viáveis para a cura e/ou redução da dependência de Insulina
Neste sábado (27), a comunidade científica internacional voltará sua atenção ao “International Meeting: The Future of Type 1 Diabetes“, um encontro virtual que promete reunir alguns dos maiores nomes da endocrinologia e imunologia para discutir os rumos mais promissores no enfrentamento do Diabetes Tipo 1 (DM1).
Idealizado pelo Dr. Marcelo Maia, professor da UNIVAG e CEO do Beta Cell Center, o evento busca ser um divisor de águas na luta por tratamentos mais eficazes e, quem sabe, por uma cura definitiva.
Visão de futuro

Pesquisador dedicado à preservação das células beta do pâncreas, o Dr. Marcelo Maia Pinheiro será o mediador e fará a abertura do encontro, reforçando a urgência do tema. O DM1, que afeta predominantemente crianças e adolescentes, vem crescendo também entre adultos, inclusive em faixas etárias superiores aos 80 anos, em parte devido a fatores genéticos e ambientais ainda pouco compreendidos.
Segundo ele, o objetivo é claro: “discutir desde o diagnóstico precoce e rastreamento até as abordagens mais inovadoras de prevenção e reversão do diabetes tipo 1“. A proposta vai além da ciência: “Esperamos, com este evento, dar um passo real rumo à cura e oferecer uma vida sem insulina para muitos desses pacientes“, afirma.
Diálogos de alto nível e avanços terapêuticos
A programação se estenderá das 8h às 13h (horário de Brasília), com painéis dedicados à fisiopatologia do DM1, avanços no rastreio, imunoterapia, transplantes e novas moléculas terapêuticas.

Entre os destaques internacionais está Marco Infante, MD, PhD, FACN, professor da University of Miami e da UniCamillus (EUA/Itália), que abordará o uso de análogos de incretinas de segunda geração em diabetes autoimune. Segundo ele, medicamentos como a semaglutida e a tirzepatida vêm mostrando resultados promissores:
“Essas terapias podem melhorar o controle glicêmico, reduzir a necessidade diária de insulina, facilitar a adesão à tecnologia de manejo da doença, além de promover perda de peso significativa e até proteção cardiovascular”, adianta Infante. Ele também ressalta a possibilidade de preservação da secreção endógena de insulina, especialmente nos estágios iniciais do DM1.
Ecos da comunidade científica brasileira

A Dra. Maria Elizabeth Rossi Da Silva, chefe da Unidade de Diabetes do HC-FMUSP, também marcará presença. Entusiasmada, ela convida a todos: “É uma oportunidade única. Vamos reunir especialistas nacionais e internacionais para discutir uma condição tão desafiadora quanto complexa.”




