De acordo com o ministro, o excesso de crédito pode ser um problema para o agricultor. Além do endividamento excessivo, chamou a atenção para a generalização de medidas como a recuperação judicial

 

No Congresso Internacional de Insolvência Empresarial, em São Paulo, nesta terça-feira (28), o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), disse ver com cautela o mecanismo de recuperação judicial para resolver dificuldades financeiras, um dos temas que foram abordados. “É um recurso que impede o acesso a qualquer tipo de financiamento. Então, precisa ser bem pensado. Eu sempre me preocupo é com a generalização desse tipo de solução”.

“Obviamente, na visão do legislador, o objetivo da medida é ajudar uma empresa em dificuldades, criar condições para ultrapassar esse período difícil e sair do outro lado mais forte do que entrou”, ponderou. “Mas é um instrumento que deve ser usado com muita responsabilidade e nem todo mundo age de forma correta”.

O ministro lembrou o caso de produtor que endividou-se, não por conta da atividade, mas por tomar decisões erradas de investimento. E disse discordar que, numa situação dessas, receba descontos e prorrogação de até 15 anos para amortização de dívida.