Creio que o solo corrigido é a base para se alcançar altas produtividades. Esse foi o fator fundamental na minha área de teste, equivalente a 10 hectares, que somou 122,99 sacas por hectare. A afirmação é da agricultora e mestre pela Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tokio (Nokodai), que registrou a maior produtividade de soja da região Sudeste do País no último ciclo, Elizana Baldissera Paranhos, de Capão Bonito (SP). Na região, ela venceu o Desafio de Máxima Produtividade da Soja, realizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), que está com as inscrições abertas até 15 de janeiro de 2016.
“A alta produtividade alcançada se deu devido a vários fatores, incluindo material com alto potencial produtivo, rotação de culturas, plantio direto em palhada de trigo, uso de adubação foliar, visando melhor pegamento de flores, melhor sanidade e enchimento de grãos, manejo fitossanitário no tempo ideal e, principalmente, o solo que estava bem estruturado”, destaca Elizana.
Para atingir a terceira maior produtividade do Brasil, Elizana, que administra as propriedades da família há 11 anos, teve de driblar o veranico, com técnicas que não deixaram as plantas sentirem a seca devido ao sistema radicular bem desenvolvido. “Nesta área, em que atingimos produtividade expressiva, podemos observar as estratégias que deram certo, e expandirmos para a área comercial na atual safra. A visita de um auditor colabora com a avaliação do nosso trabalho e esse é o grande objetivo em participar do Desafio de Máxima Produtividade da Soja, policiar-se mais”, pontua.
Como prêmio pela alta produtividade, ela e o consultor técnico de 22 anos, João Paulo de Sá Dantas, fizeram uma visita técnica às plantações dos Estados Unidos e voltaram ainda mais instigados a se superarem. “Participar do CESB nos faz pensar em algo diferente, em ajustes finos que possam fazer a planta expressar seu potencial máximo e para mim é um bom parâmetro, pois avalio quais práticas podem ser aplicadas em área comercial”.
