Programa de bem-estar está inserido nos pilares de sustentação em todas as unidades da Marfrig
As pessoas estão mais conscientes e preocupadas com a origem dos produtos que adquirem. É natural, portanto, que queiram conhecer e entender a trajetória que leva os alimentos do campo para o varejo. A transparência nos rótulos e embalagens foi considerada, neste ano, a principal tendência deste mercado, segundo a Innova Market Insights, consultoria holandesa, especializada em estudos no setor de alimentos e bebidas. No caso das carnes, o processo que envolve o abate, principalmente, se torna relevante. O Instituto Certified Humane Brasil, entidade sem fins lucrativos, com o objetivo de representar a Humane Farm Animal Care na América do Sul, ressalta que o consumidor se importa e valoriza empresas que se preocupam com bem-estar animal.
O instituto reforça que, para 91% dos consumidores brasileiros, produtos originados de animais submetidos às boas condições de manejo em todos os segmentos (propriedade, transporte e frigorífico) tem mais qualidade. Para a maioria das pessoas, é possível supor que essa percepção esteja baseada no senso comum, mas a verdade é que os pesquisadores avançaram e comprovaram cientificamente essa realidade. Um exemplo é a constatação de que a carne de animais submetidos a um manejo mais cuidadoso, que vise as boas práticas e fatores menos estressantes, tem características físicas e químicas mais agradáveis ao paladar.
No estudo sobre os efeitos e tipo de veículo utilizado para o transporte de bovinos como indicador do bem-estar animal, fica comprovado que, quando há maior esforço físico e estresse psicológico (decorrente do estado emocional de medo do animal), ocorrem alterações no pH da carne. Um dos fatores que é importante na promoção de melhorias durante o manejo dos animais, também para a redução dos custos de produção, é atribuído a programas de treinamentos que contribuem com as mudanças comportamentais em relação aos cuidados de manejo com os animais. Com base em estudos sobre este tema, é possível afirmar que pessoas capacitadas e comprometidas com o processo que envolve o bem-estar animal podem contribuir para a melhoria da qualidade da carne.
O bem-estar está entre as prioridades da Marfrig Global Foods desde 2004. O conceito está presente em todas as unidades. “Há mais de uma década intensificamos os trabalhos sobre esse assunto, por entender que o tratamento deve ser digno durante todo o ciclo de vida do animal”, explica Alessandra Tondatto, responsável pela área de bem-estar animal da Marfrig Beef Brasil. Ela também acrescenta que a utilização de métodos que garantam qualidade de vida contribui para a cadeia como um todo, assim como para o resultado final dos produtos, uma vez que as perdas são menores e a qualidade superior. Assim, além de proporcionar melhores condições para os animais, os processos trazem mais segurança para os produtos e consequente satisfação dos clientes.
Para a eficiência dos métodos e treinamento de pessoas, existe na Marfrig um departamento exclusivo para tratar os assuntos relacionados ao bem-estar animal. “Nossas unidades de processamento de bovinos possuem pelo menos um técnico, zootecnista ou veterinário, altamente capacitado, que juntamente com pessoas treinadas e comprometidas, repercute de forma positiva na qualidade do manejo”, explica. Outro detalhe colocado pela especialista é que a companhia promove campanhas de conscientização para vários públicos, e fornece materiais informativos e treinamentos sobre o tema para profissionais das propriedades fornecedoras de animais. Os treinamentos proporcionam mudanças de hábito no comportamento humano e influenciam para a adesão às práticas menos aversivas, o que contribui também na reação dos animais. “Já fizemos algumas edições teóricas e práticas durante os processos na indústria com motoristas prestadores de serviço no transporte de cargas vivas e o resultado é muito positivo. É surpreendente a forma de interação e reformulação de conceitos atribuídos no manejo racional quando deparado com o resultado acompanhado no cenário (in loco) durante o processo de abate”.
“As pessoas que trabalham diretamente com os animais, desde o embarque até o manejo dentro das unidades, são cientes da responsabilidade que permeia o bem-estar animal. Essa consciência é cultivada através de treinamentos internos e externos, regulares e com revisões frequentes.” Estar inserido no conceito de bem-estar animal não se restringe apenas a estar de acordo com uma questão politicamente correta. Hoje, a demanda ultrapassa essa barreira e reflete em uma cadeia muito mais ampla, que começa no campo e se cascateia à mesa, aos valores e ao bem-estar também do consumidor final.

