Em março de 2022, os laboratórios participantes do programa SBRHVI, promovido pela Abrapa, concluíram as análises de qualidade dos fardos da safra 2020/2021. Os produtores de algodão se concentram, agora, nas entregas dos últimos contratos de exportação e de consumo doméstico
Algodão Safra 2021/22
O algodão brasileiro foi 100% semeado e o último mês foi marcado pelo início da formação das maçãs, em grande parte das regiões produtoras. É um período decisivo para a definição do potencial produtivo. As condições climáticas têm sido favoráveis, até o momento, para o desenvolvimento em campo e a expectativa é de boas produtividades.
A estimativa de produção de algodão, na safra 21/22, subiu para 2,82 milhões de toneladas, crescimento de 19,6% em relação ao ciclo anterior. Em dezembro/21, a previsão era de 2,71 milhões de toneladas. A atualização foi apresentada pela Abrapa e pelas associações estaduais em março/22, durante a 66ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (CSAD/Mapa).
O aumento da produção é resultado da recuperação de 15,2% na área plantada, que chegou a 1,579 milhão de hectares, e da alta produtividade. De acordo com o terceiro levantamento da safra de algodão 21/22, realizado em março, a previsão de produtividade é de 1.785 Kg/ha – a segunda maior da história -,3,8% acima do obtido no ciclo anterior. O recorde ocorreu na temporada 19/20, quando as lavouras brasileiras atingiram a média de 1.802 kg/ha.
Siga-nos: Facebook | Instagram | Youtube
Mercado Financeiro
Exportação de algodão safra 2021/22
O Brasil exportou 185,8 mil toneladas de algodão em fevereiro de 2022, totalizando uma receita de US$ 366,9 milhões. O volume embarcado, em fevereiro/2022, foi 16,3% inferior ao registrado no mesmo mês de 2021.
No mês de março de 2022, os maiores compradores do algodão brasileiro foram Vietnã e Paquistão, somando 36 mil toneladas embarcadas para cada destino – o equivalente a 40% das exportações totais. Em comparação com março de 2021, as maiores quedas de importação foram registradas pela China (-33 mil toneladas) e Coréia do Sul (-8,7 mil toneladas). Por outro lado, cinco países ampliaram as compras do Brasil, com destaque para Paquistão (+16,4 mil toneladas) e Malásia (+6,0 mil toneladas).




