Clima prejudica a produção agrícola e setor busca alternativa para se proteger. Não é de hoje que as condições climáticas tiram a tranquilidade do produtor rural. As geadas registradas no segundo semestre reforçam ainda mais o cenário. Muitas vezes as perdas podem chegar a 100% de uma plantação.
No Estado de São Paulo, por exemplo, as baixas temperaturas atingiram praticamente toda a região. Em Caconde, produtores de café tiveram suas produções queimadas pela geada. O presidente do Sindicato Rural da cidade conta que o momento é preocupante, cerca de 2000 hectares de plantação foram perdidos.
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“Temos no município 1553 propriedades que trabalham com a cafeicultura, sendo que 800 produtores rurais tiveram as plantações atingidas pelo frio, ou seja, mais da metade. Será necessário cerca de três anos para uma recuperação plena da plantação. Como se não bastasse, as plantações que não foram atingidas pela geada agora sofrem com a seca, o stress hídrico é muito grande”, afirma Ademar Pereira, em conversa exclusiva.
No Paraná as plantações de trigo, feijão e milho safrinha também registraram perdas em função da geada, os prejuízos ainda estão sendo calculados mas devem gerar prejuízos que podem ultrapassar milhões de reais para o bolso de quem planta.
Apesar de ainda estar distante de muitos produtores rurais do Brasil, se comparado com países como os Estados Unidos, o seguro rural é uma forma de se proteger contra os riscos incontroláveis.
Para termos uma ideia, entre janeiro e junho de 2021, as indenizações pagas pelas seguradoras aos produtores chegaram a R$ 1,7 bilhão. No acumulado dos últimos dez anos, o valor em indenizações ultrapassa R$ 15 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura com dados da Superintendência de Seguros Privados.




