Com uma produção de 1.350 toneladas de batata doce por safra e uma produtividade de 30 toneladas por hectare, o agricultor familiar Vital Baran, do município de Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte de Cuiabá), está satisfeito com o plantio de 45 hectares. Além da batata, na chácara Santiago, localizada no Projeto Nacional de Crédito Fundiário 30 de Novembro, tem ainda produção de hortaliças no sistema hidropônico e no solo, cultivo de pepino, beterraba, jiló, berinjela e outras.

Em 2008, o agricultor familiar começou a atividade numa área de 2,5 hectares e, em seguida, arrendou uma propriedade de 50 hectares para plantar batata doce e mandioca. Vital destaca que tudo teve início com a assistência técnica da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer). Ele contabiliza que, nos últimos oito anos, financiou recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) ‘Mais Alimentos’ no valor de R$ 300 mil para investimento e custeio.

“Tudo que eu tenho devo à Empaer, que sempre esteve presente, seja na elaboração de projetos de crédito ou na assistência para orientar o plantio correto. Eu recomendo aos produtores a fazerem a sua parte, que a Empaer fará a dela. Com esse apoio e dedicação dos técnicos, não posso reclamar e sim agradecer pela parceria que está dando certo”, enfatiza.

Antes de se tornar um produtor, Baran prestou serviço em uma fazenda e resolveu ter a sua terra para cultivar e produzir. Hoje, na área de 2,5 hectares, investiu recursos na ordem de R$ 100 mil para implantação de uma estrutura hidropônica com 790 metros quadrados para produção de 250 pés de alface americana e crespa por dia. Toda produção é comercializada na cidade e na propriedade por R$ 2,50 a unidade. Também tem plantio de legumes com cultivo no solo.

Na propriedade arrendada, o cultivo da batata doce da variedade roxa já dá o título para Baran de maior produtor de batata da região. A produção começa no mês de janeiro e encerra-se em agosto. Todo o sistema é mecanizado para plantio e colheita. A produção é comercializada no campo e vendida em caixas de madeira e papelão com peso de 20 quilos por R$ 30,00 e chega a custar até R$ 50,00 a caixa. A produção vai para o comércio local, Cuiabá, Sorriso e outros municípios.