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Super tufão pode trazer “Riscos de tempestades sem precedentes, ondas muito altas, inundações e chuvas recordes”, alertou Ryuta Kurora, chefe do serviço de previsão da Agência Meteorológica do Japão.

A agência meteorológica japonesa alertou, neste sábado (17), para os riscos “sem precedentes” da passagem do tufão Nanmdol. Considerado “muito perigoso“, ele se dirige à ilha de Kyushu, ao sul do arquipélago. As autoridades pediram aos moradores para que se refugiassem. Ao longo do dia, as rajadas de vento já chegavam a 270 km/h e muitos voos foram anulados.

Super tufão no Japão

O super tufão foi classificado como uma tempestade “severa“, o nível mais alto da agência de meteorologia japonesa. Pela trajetória, deve se aproximar ou tocar a terra neste domingo (18) na cidade de Kagoshima, localizada ao sul da ilha de Kyushu, antes de seguir para o norte, na terça-feira, em direção à principal ilha do arquipélago.

Previsões indicam que o Nanmadol pode atingir as ilhas Amami, em Kagoshima, entre sábado e domingo, causando chuvas intensas e lançando ventos fortes na região com força suficiente para derrubar árvores e casas. Na segunda-feira, o tufão deve chegar a Kyushu e depois a outras áreas do Japão, cruzando o país na terça-feira,

Pelo fato de o tufão ser forte e grande, áreas que estão distantes de seu centro também podem sofrer com ventos e chuvas fortes, gerando o risco de desastres naturais. A Agência Meteorológica está pedindo à população para ficar em casa e sair somente em casos de necessidade.

Há riscos de tempestades sem precedentes, ondas muito altas, inundações e chuvas recordes“, alertou Ryuta Kurora, chefe do serviço de previsão da Agência Meteorológica do Japão. “Devemos ter o máximo de cautela”, acrescentou ele, pedindo aos moradores que buscassem abrigo rapidamente porque “é um tufão muito perigoso”.

De acordo com Kurora, a agência meteorológica japonesa pode emitir um alerta máximo, ainda neste sábado, para a região de Kagoshima. Seria o primeiro alerta especial relacionado a tufão emitido fora da área de Okinawa desde que o sistema foi estabelecido, em 2013.

O vento será tão forte que algumas casas podem desmoronar“, completou Kurora, alertando ainda sobre enchentes e deslizamentos de terra.