As exportações de carne suína e de frango apresentaram baixo desempenho em abril. Em ambas categorias os efeitos da operação Carne Fraca ainda pesam nos embarques.
Muito embora, pouco mais de duas semanas após a deflagração da operação da Polícia Federal, diversos países com parceria comercial tenham informado o retorno dos embarques, a realidade é de que um grande número de nações ainda impõe restrições à carne brasileira.
No final de abril o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou lista com a situação atualizada com a situação de mercado dos países, a partir da Operação Carne Fraca. Confira aqui a tabela. Nesses casos a “suspensão parcial à importação se refere ao auto embargo promovida pelo próprio Mapa, abrangendo países que importam de frigoríficos citados na Operação. A licença de exportação foi suspensa até que sejam sanadas eventuais comprovadas irregularidades.”
Na avicultura, o temor sobre o andamento das exportações em abril, modificou a postura do setor. “A indústria frigorífica buscaram se precaver de eventuais sobressaltos dos embarques controlando a oferta. O ambiente de negociações esteve fragilizado, resultando em queda dos preços do frango vivo em grande parte do país”, disse o analista, Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado.
Além dos efeitos da operação da PF, outros fatores também colaboraram com desempenho menor das exportações no mês anterior.
“Em primeiro lugar, é preciso considerar que o período comparativo em questão, que é abril de 2016, registrou o segundo melhor desempenho mensal da história das exportações de carne de frango, com os embarques de 421 mil toneladas. O número reduzido de dias úteis também afetou o saldo final do mês. Houve, ainda, os impactos nas vendas internacionais causados pelos equívocos na divulgação da Operação Carne Fraca, com a demora na retomada das vendas para os mercados que anunciaram embargos”, analisa o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra.



