Na cerimônia de transmissão de cargo, em Brasília, ministro Mauro Vieira destacou que o mundo passa por uma crise de governança global, agravada pela emergência climática
O ministro das Relações Exteriores, o embaixador Mauro Vieira, destacou nesta segunda-feira (02/01), durante cerimônia de transmissão de cargo, no Palácio do Itamaraty, o intenso trabalho que precisará ser feito para que o país volte a ocupar o lugar de protagonista no mundo.
“O Brasil tem muito a fazer para reconstruir sua reinserção no mundo e em sua própria região. Não temos tempo a perder neste trabalho que é de todos brasileiros, todos os Poderes, de todo o governo, mas muito, especialmente, do Itamaraty sob a condução experiente do presidente Lula”, afirmou o ministro.
Mauro Vieira iniciou seu discurso expressando gratidão à indicação ao cargo. “Minhas primeiras palavras são de gratidão ao presidente da República pela confiança em mim depositada”. Além do presidente da República, os ex-ministros Celso Amorim e Renato Archer foram homenageados pelo embaixador, que alegou profunda admiração pelos dois personagens. A ex-presidenta Dilma Roussef também integrou a lista de homenageados.
“Aceito agora o desafio de retornar a este lugar e a estas tarefas, consciente de que mudanças importantes ocorreram no Brasil e no mundo nestes mais de seis anos e meio desde a minha saída.”
Emergência climática
Mauro Vieira declarou que o mundo passa, hoje, por uma “crise de governança global sem precedentes”, em razão de conflitos ativos. Segundo o ministro, “o quadro é agravado pela emergência climática, que coloca em perigo o futuro do planeta”. Com tais desafios, o trabalho deve ser diligente, contando com o empenho sólido do Itamaraty, explica ele.
Para o embaixador, os três pilares fundamentais para a gestão pública serão o econômico, o social e o ambiental. Vieira enfatizou que a proteção do clima e o desenvolvimento de ações cada vez mais sustentáveis pautarão sua atuação frente ao ministério.
Mauro Vieira também anunciou que “o Brasil continuará sendo um país ancorado no agronegócio, cuja intenção é expandir os acordos para a exportação de alimentos, suprindo a cadeia internacional”.



