O crescimento do agronegócio, principalmente com a conquista de novos mercados, é estratégico para que o Brasil saia da crise com mais rapidez
A tese foi apresentada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, senador Blairo Maggi (PP), durante o Seminário Agronegócios – A Força do Campo, no salão Ágora do Gran Odara Hotel, em Cuiabá.
Blairo Maggi confirmou que a meta do Ministério da Agricultura é elevar a participação brasileira no comércio mundial de produtos agrícolas, que hoje é de 6,9%, para 10%, em menos de quatro anos. “Embora seja uma meta bastante ambiciosa, temos que mudar alguns paradigmas para chegar nesse contexto”, ressaltou ele, que tem viajado a diversos países para da Europa e Oriente Médio.
Ao lado do governador José Pedro Taques (PSDB), o ministro da Agricultura destacou que Mato Grosso é um case de sucesso, no agronegócio e elogiou a entrada do Santander no ramo de financiamento agrícola. “É importante um novo modelo financiamento. Banco novo que chega na praça, para expandir os seus negócios, para o que o Brasil tem de melhor, que é a agropecuária”, observou Maggi.
E, na expansão dos mercados, Mato Grosso tende a contribuir decisivamente, segundo Maggi. “Mato Grosso é um case, nesse negócio: há 40 anos produzia 30 mil toneladas de grãos e, hoje, quase 60 milhões por ano”, ponderou o titular do Ministério da Agricultura e Abastecimento.
Uma das estratégias citadas pelo representante do ministério é o investimento em áreas nas quais a participação brasileira é pequena no mercado mundial. Além disso, Maggi acredita que é preciso agregar valor aos produtos para que eles se tornem mais atrativos aos potenciais compradores.
“Nós temos um conceito para mostrar ao mundo, que é a sustentabilidade. O Brasil tem 61% do seu território preservado, sendo 11% do território nacional preservado nas propriedades rurais. Esse conceito de sustentabilidade precisa estar em nossos produtos”, justificou ele.



