“Muita gente ainda se surpreende ao saber que Mato Grosso é o maior produtor de algodão do país embora o estado ocupe essa posição há quase duas décadas. É esta história que estamos contando neste livro que a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) tem o prazer de levar a público. Nosso intuito é fazer um registro da história de desbravadores que, fiéis ao espírito dos verdadeiros empreendedores, ousaram fazer algo novo no coração do Brasil”.

livro algodão

Com estas palavras, Gustavo Viganó Piccoli, presidente da Ampa no biênio 2015/16, apresenta o livro “Algodão – Os pioneiros que transformaram Mato Grosso em um grande produtor”, a ser lançado no próximo dia 8 (quinta-feira) durante a cerimônia de posse da diretoria eleita para o próximo biênio. De autoria da jornalista Martha Baptista, a obra traz ao longo de 184 páginas imagens e depoimentos de produtores pioneiros no cultivo mecanizado do algodão, resgatando a história que levou à fundação da própria Ampa em 1997 e à liderança de Mato Grosso na produção brasileira da pluma.

Personagens como o ex-governador Dante de Oliveira e Cloves Vettorato, protagonistas do episódio de criação do Programa de Apoio ao Algodão de Mato Grosso (Proalmat), ganham vida nas páginas do livro, ao lado de produtores pioneiros, como o empresário Olacyr de Moraes, seu amigo Ignácio Mammana Netto e outros cotonicultores ainda ativos como Benjamim Zandonadi (de Campo Verde).

Mas a história contada no livro vai mais além, recorrendo a historiadores, pesquisadores (como a arqueóloga Maria Clara Migliacio e a historiadora Maria de Fátima Costa) e cronistas de viagem para falar sobre a presença do algodão no cotidiano de povos indígenas de Mato Grosso desde os tempos pré-coloniais. O relato também aborda a intensa produção algodoeira em várias regiões do estado por pequenos produtores, que garantiu a Rondonópolis o título de Rainha do Algodão no final dos anos 1950. A obra conta ainda sobre a chegada do bicudo-do-algodoeiro às lavouras paulistas, paranaenses e nordestinas, e, mais tarde, a Mato Grosso, num processo classificado por pesquisadores como “um divisor de águas”.