Considerada a principal praga do algodão, o besouro pode diminuir em até 70% a produtividade do plantio
Até o final do ano, durante o vazio sanitário, técnicos agrícolas e produtores de algodão em Mato Grosso tem como prioridade evitar a proliferação do bicudo, a principal praga da cotonicultura. Para isso, a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) disponibiliza sua equipe de técnicos para orientar sobre como destruir soqueiras e tigueras, onde o inseto costuma se reproduzir nesta época do ano.
Neste ano, o vazio sanitário, instituído pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) tem duas datas. De 15 de outubro a 14 de dezembro nas regiões Norte e Oeste e de 1º de outubro a 30 de novembro na região Sul e Vale do Araguaia. Durante esse período o Indea pretende percorrer, ao menos duas vezes, as 702 propriedades cotonicultoras.
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A orientação é não manter nas áreas nenhuma plantas com estrutura reprodutiva, já que o bicudo, que chegou na região na década de 90, se alimenta da flor do algodão e se reproduz rapidamente no período de chuvas. O intuito é gerar escassez de alimentos para o besouro para evitar a superpopulação.
“Os nossos técnicos já fazem o monitoramento do bicudo em todos os núcleos, medindo a quantidade de população”, explica Paulo Sérgio Aguiar, presidente da Ampa. “Nós também enviamos informativos semanais por e-mails, além das reuniões com os produtores para troca de informações para reduzir a população das pragas”, complementa.
“O respeito ao vazio sanitário, que acontece 60 dias antes do início do plantio do algodão, é fundamental para garantir a boa produtividade da safra”, explica Aguiar. Sozinho, Mato Grosso é responsável por 69% do algodão do país com produção de 5 milhões de toneladas de pluma por ano.




