Com mais de duas décadas de história, o Programa Agrinho já se consolidou como uma referência na educação no Paraná, trazendo, anualmente, resultados práticos que impactam positivamente a vida de milhares de estudantes.
A história não poderia ser diferente com o Agrinho Solos, criado em 2017 em parceria com o Programa Integrado de Conservação de Solo e Água do Paraná (Prosolo), voltado para a conservação de solos e água.
Em outubro deste ano, um projeto do Agrinho Solos ficou em 1º lugar na categoria Ensino Médio no Congresso Agropecuário, Industrial e Tecnológico do Paraná (Conaitec), cujo tema era “Tecnologia e Inovação no Campo”. O artigo premiado “Projeto Agrinho Solos, Preservar Também é Coisa de Criança” é de autoria do aluno Jackson Gaudeda Inglês de Lara, do Colégio Agrícola Estadual Augusto Ribas, de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais. O trabalho, sob orientação dos professores Adali Leite Torres e Gislaine Gabardo, também foi reconhecido no Concurso Agrinho 2019, em 4º lugar a nível estadual na categoria Colégio Agrícola.
O projeto surgiu a partir do curso Agrinho Solos, realizado pelos estudantes do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Agrícola, com o objetivo de formar disseminadores do tema de conservação de solos. Posteriormente, a proposta era montar oficinas para alunos do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental I das escolas públicas de Ponta Grossa para repassar o conhecimento adquirido no curso, tais como plantio direto, poluição, erosão, conservação, uso e manejo correto dos solos.
De acordo com o diretor do Colégio Agrícola, Alcebíades Baretta, iniciativas como essa são oportunidades importantes para os alunos começarem a montar um currículo e desenvolverem competências e habilidades. “É um amadurecimento profissional e para a vida, possibilitando a formação como ser humano”, ressalta.
Reconhecimento
A ideia de Jackson Gaudeda foi inspirada na literatura. O aluno fez uma releitura da história infantil “Os três porquinhos”, adaptando os conteúdos a serem trabalhados com as crianças. “A partir do momento que comecei a ter o hábito da leitura, minha vida mudou positivamente em vários aspectos. Então, tentei assimilar isso no projeto, saindo da ideia original e escrevendo minha própria história. A ideia em si foi relacionar o conhecimento técnico de conservação de solos com o incentivo à leitura, de forma que transmitisse o assunto”, conta.
Para Gaudeda, a conquista da medalha de ouro no Conaitec foi ainda mais especial por ser a primeira vez que participou de um congresso. “Sair premiado motivou muito mais”, revela. “A princípio, quando escrevi a história, tinha como objetivo, além de participar do concurso, somar ainda mais para o Programa Agrinho. Foi uma experiência e tanto”, complementa.


