A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2015 como o Ano Internacional dos Solos. Um dos objetivos principais consiste em alcançar a plena consciência da sociedade civil e dos responsáveis pela tomada de decisões sobre a profunda importância do solo para a humanidade.
Indispensável à vida na Terra, o solo nem sempre é visto na sua essência – algo mais abrangente do que pode parecer inicialmente e que exige especial atenção dos governantes, da ciência e de toda a sociedade.
Na Academia, o solo não é mais visto apenas como um ser biológico e passou a ser entendido como um elemento que influencia e é influenciado pela biosfera – representada pelos seres vivos. Hoje há o entendimento de que o solo está em todos os processos que acontecem no planeta.
Por conta das relações do solo com as diversas esferas, existem novos desenvolvimentos, tais como a geologia médica, segundo a qual em função do pacote geológico, o solo e a água serão influenciados e exercerão influência na saúde pública.
A crise hídrica que avançou além das fronteiras do sertão nordestino revelou fragilidades no correto manejo do solo. Problemas como erosão e impermeabilidade, além de reduzir a quantidade de nutrientes da terra, prejudicam a permeabilização da água para a recarga de rios e aquíferos.


