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Tecnologia que bota dinheiro no bolso do produtor: a estratégia da Fazenda Gralha Azul

Vicente Delgado
10/02/2026 às 14:51
Tecnologia que bota dinheiro no bolso do produtor: a estratégia da Fazenda Gralha Azul

Pra colher alto, é preciso casar a química avançada com a genética de ponta e a inteligência dos dados. Inovações da Bayer ajudam produtores a blindar agricultura contra ameaças e melhorar lucratividade dentro da porteira.

Pra quem vive do campo e precisa ter segurança, sempre acaba perdendo o sono pensando nas ameaças que rondam a sua lavoura. Seja a tal da erva daninha que teima em voltar, aquela doença que avança silenciosamente ou o clima instável que parece conspirar contra a colheita. Todo ano é uma batalha, e a busca por soluções que garantam a saúde da plantação e a rentabilidade do seu negócio é constante.

Tecnologia que bota dinheiro no bolso do produtor a estratégia da Fazenda Gralha Azul

Pensando nisso, nesta edição da Show Rural Coopavel, a Bayer chegou junto e mostrou que está com o pé no barro, entendendo os desafios de quem está na lida diária. A empresa trouxe um arsenal completo, misturando proteção de cultivos de última geração, biotecnologia que promete revolucionar e o poder da agricultura digital. E para mostrar tudo isso, visitamos o estande da empresa, onde o papo rolou solto, com a presença de gente da casa que entende bem do assunto, como Rodrigo Nuernberg, líder da Unidade de Negócios Centro Sul para Proteção de Cultivos da Bayer Brasil e Celso Batistella, Diretor de Experiência do Cliente da empresa. Mas o ponto alto foi a visão de quem realmente vive o campo, o produtor Rodolfo Camargo Filho, da Fazenda Gralha Azul, que trouxe a experiência da porteira para dentro.

O assunto principal dessa conversa foi bem pontual: Como a gente faz pra driblar esses problemas agronômicos que só crescem, tipo a danada da daninha resistente e a pressão constante das doenças silenciosas que afligem a safra. A resposta mais inteligente, segundo a Bayer, passa por inovar sem parar e fazer um manejo que seja, cada vez mais, eficiente e sustentável. É a receita pra garantir que a sua colheita chegue forte e que o seu bolso não sinta o baque.

Plantar no limpo: a batalha contra as plantas daninhas

Um dos calos que mais aperta o sapato do produtor é, sem dúvida, o controle de plantas daninhas. Elas são um tormento, e Rodrigo Nuernberg não deixou por menos, mostrando que a buva, por exemplo, já inferniza mais de 60% da soja brasileira. E o pior: aqui no Paraná, menos da metade dos produtores usa herbicida pré-emergente para o controle. Ou seja, o produtor acaba correndo atrás do prejuízo, só quando a daninha já tá instalada e dando dor de cabeça.

Rodrigo Nuernberg, líder da Unidade de Negócios Centro Sul para Proteção de Cultivos da Bayer Brasil

Pra virar esse jogo, a Bayer trouxe uma novidade que promete dar um alívio: o Convintro® Duo. Ele chega com um ingrediente ativo que é inédito nas Américas, o Diflufenicam, que até agora não mostrou resistência, e vem junto com o Metribuzim. A ideia é clara: fazer o produtor “chegar na soja sem o problema“, facilitando a vida na hora de controlar lá na frente. Ele ainda reforçou a preocupação com a segurança agronômica: “A planta daninha, como já tem o nome, é uma planta. Se o ano é bom para o soja, acaba sendo bom para a planta daninha também“. Ele frisou a importância de um manejo integrado, combatendo o problema em todas as frentes, desde a cultura de cobertura até o uso de pré-emergentes tanto no milho quanto na soja. É uma questão de estratégia, de antecipar o problema.

Além do Convintro® Duo, a Bayer também apresentou o Xtendimax 2. É uma evolução na tecnologia de dicamba pra aplicar depois que a planta já brotou. A nova fórmula é 50% menos volátil que a anterior e inacreditáveis 90% menos volátil que os genéricos do mercado. Isso significa mais segurança na hora de aplicar e mais eficiência pra acabar com as daninhas de folha larga, como a buva e o caruru, que tanto infernizam a lavoura.

Protegendo a produtividade contra as doenças

Com um clima que tem ajudado, prometendo uma produtividade de peso, surge um alerta: a pressão das doenças aumenta. Os focos de ferrugem asiática, por exemplo, dobraram no Paraná e Mato Grosso do Sul de um ano para cá. É um sinal de que não dá pra bobear.

E nesse sentido, Celso Batistela fez uma comparação que a gente entende na hora: “Vamos pensar que hoje a soja seja mais parecida com um carro de corrida. Se você não investir na rodovia, ele não vai poder sair por aí pulando lombada… A soja para ser produtiva, como ela é produtiva hoje, ela acabou ficando um pouco mais frágil e precisa de cuidados especiais.“.

É a pura verdade. Pra essa “soja carro de corrida” não sair do trilho, a Bayer lançou o Fox® Ultra.

Celso Batistella, Diretor de Experiência do Cliente da Bayer

Ele chega pra reforçar a família Fox, elevando o nível de controle da ferrugem e combatendo também a mancha-alvo e a podridão de grãos. A receita pra um manejo robusto? Usar o Fox Xpro na primeira aplicação e, na sequência, o Fox Supra ou o Ultra, garantindo a blindagem contra fungos e oídio. É um investimento que se paga, protegendo a sua produtividade. Isso muda o jogo contra as doenças silenciosas.

Tecnologia que bota dinheiro no bolso: a agricultura digital da Fazenda Gralha Azul

As inovações da Bayer não se limitam à química. A agricultura digital, com o programa Bayer Valora, também ganhou destaque. A ferramenta usa os dados do campo pra acertar em cheio na densidade de sementes e no uso de nitrogênio, por exemplo, evitando desperdícios e otimizando cada palmo de terra.

Rodolfo Camargo Filho – Fazenda Gralha Azul

Rodolfo Camargo, da Fazenda Gralha Azul, terceira geração de uma família de produtores da região, que convive com o desafio das geadas, compartilhou como a ferramenta mudou o jeito dele de plantar. Com o Valora, ele consegue fazer o plantio em taxa variável: “Essa tecnologia no permite sempre investir onde tem o potencial maior. E onde tem o potencial menor, a gente investe um pouquinho menos.”. Por mais simples que pareça essa afirmação, isso é inteligência pura, mitigando riscos climáticos, diminuindo o investimento em áreas que sofrem mais com a geada e concentrando os recursos onde o potencial de colheita é maior. É a tecnologia trabalhando a favor da rentabilidade do produtor, transformando dados em decisões assertivas.

Olhando pra frente

A sustentabilidade não ficou de fora do bate-papo. O programa PRO Carbono, que já conta com 2.000 participantes no Brasil, incluindo o Rodolfo, mostrou que práticas regenerativas e um manejo eficiente não só cuidam do meio ambiente, como também aumentam a produtividade. Os dados dessas propriedades são claros: um aumento médio de 10% na produtividade e 9% a mais de estabilidade nos últimos quatro anos, sem contar a pegada de carbono reduzida. É um ganha-ganha pro produtor e pro planeta.

E o futuro, como é que fica? A Bayer não para de investir, com 2,6 bilhões de euros por ano em Pesquisa e Desenvolvimento. Até 2030, a promessa é de 10 novos produtos de proteção de cultivos e a biotecnologia Intacta 5+, que deve chegar na safra 2027/28, trazendo tolerância a cinco herbicidas e proteção turbinada contra lagartas. “A gente quer cada vez ajudar o produtor a produzir melhor. A gente não quer vender mais, a gente quer vender melhor, vender produtos que serão mais eficientes“, completa Rodrigo Nuernberg, reforçando o compromisso da empresa.

A mensagem do Show Rural Coopavel é clara: pra colher alto, é preciso casar a química avançada com a genética de ponta e a inteligência dos dados. É o manejo robusto, a inovação constante e a tecnologia na mão do produtor que vão garantir uma lavoura blindada e um futuro mais próspero da porteira para dentro.

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