Soja (MT)R$ 123,09-0.45%
Milho (MT)R$ 42,51+0.76%
Algodão (MT)R$ 130,04+1.08%
Boi Gordo (MT)R$ 314,89+0.12%
Leite (MT)R$ 2,16+1.41%
Soja (MT)R$ 123,09-0.45%
Milho (MT)R$ 42,51+0.76%
Algodão (MT)R$ 130,04+1.08%
Boi Gordo (MT)R$ 314,89+0.12%
Leite (MT)R$ 2,16+1.41%
Soja (MT)R$ 123,09-0.45%
Milho (MT)R$ 42,51+0.76%
Algodão (MT)R$ 130,04+1.08%
Boi Gordo (MT)R$ 314,89+0.12%
Leite (MT)R$ 2,16+1.41%

Mercado de carnes: carne suína ganha força contra frango, mas perde para o boi

suíno

A dinâmica do mercado de proteínas animais no Brasil registrou movimentações expressivas na parcial de julho, veja mais informações a seguir

Acompanhando o comportamento das cotações até o dia 28, o setor de carnes apresentou oscilações significativas que alteraram a relação de preços entre os principais produtos consumidos no país. De forma geral, o período foi marcado pelo recuo nos preços das carnes suína e bovina em comparação com as médias registradas no mês de junho. Por outro lado, o frango inteiro resfriado demonstrou um comportamento de estabilidade em suas cotações. Essa combinação de fatores gerou um cenário misto para a carne suína, que conseguiu ganhar competitividade em relação à proteína avícola, mas acabou perdendo espaço na comparação direta com a carne de boi.

Ao analisar o mercado da carne suína, nota-se que a principal pressão sobre os preços da carcaça especial esteve diretamente ligada às forças de oferta e demanda. No atacado da Grande São Paulo, principal centro consumidor e de balizamento de preços do país, verificou-se um descompasso claro: a oferta de produto superou a capacidade de absorção do mercado. Esse excedente foi intensificado pelo fluxo interestadual de mercadorias. A região Sul do Brasil, consolidada como o maior polo produtor da suinocultura nacional, direcionou um volume expressivo de sua produção para o mercado paulista, saturando os canais de distribuição e forçando os frigoríficos e distribuidores a reduzirem suas margens para escoar os estoques acumulados.

Essa desvalorização da carcaça especial suína, somada à estabilidade do frango resfriado, alterou a relação de troca entre essas duas proteínas. Historicamente competitivas entre si por disputarem a preferência do consumidor de menor renda, a distância entre seus preços encurtou.

Na parcial de julho, a carcaça especial suína foi comercializada com uma diferença de 1,58 Real por quilo acima do frango inteiro resfriado. Quando comparada ao mês anterior, essa diferença apresentou uma queda de 7,84%. Essa aproximação estatística significa que a carne suína ficou relativamente mais barata para o comprador em relação ao frango, configurando um ganho real de competitividade frente à alternativa avícola.

O cenário muda de figura quando a carne suína é colocada lado a lado com a bovina. A carne de boi registrou a retração mais intensa entre todas as proteínas avaliadas no período. Esse forte recuo nos preços da carcaça casada bovina acabou ofuscando a própria queda da carne suína. Como o boi desvalorizou de forma muito mais acentuada do que o porco, a diferença absoluta de preço entre ambos encolheu consideravelmente. Na parcial de julho, a distância entre o quilo da carcaça casada bovina e o da carcaça especial suína fixou-se em 15,17 Reais.

Essa distância representa uma redução de 5,22% na comparação com a média de junho. Embora a carne suína continue sendo a opção mais barata em termos absolutos, a redução dessa vantagem financeira frente à carne de boi diminui o apelo de substituição para o consumidor. Em termos mercadológicos, quando o preço do boi despenca com mais força, a carne suína perde competitividade frente à bovina, já que a transição para a carne de boi se torna financeiramente menos custosa ou mais atraente para as famílias e redes de varejo.

Assim, o mercado atacadista paulista encerrou a parcial do mês desenhando um novo mapa de escolha para os compradores, onde o suíno pressiona o frango, mas se vê encurralado pela forte desvalorização do boi. Clique aqui e acompanhe o agro.

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Sobre o autor

Dannì Galvão

Cofundadora e Especialista em Mercado Financeiro11+ anos de experiência

Cofundadora do Agronews, empresária e especialista em mercado financeiro. Acompanha as movimentações do setor, desde cotações e tendências de mercado até análises técnicas e eventos do agronegócio.

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