6G: Nova fibra óptica sem fio atinge velocidade impressionante

Publicado: 27/01/2026
Atualizado: 27/01/2026
6G: Nova fibra óptica sem fio atinge velocidade impressionante

Cientistas criam ‘fibra óptica sem fio’ com velocidade de 120 Gbps, um avanço que pode revolucionar data centers e preparar o terreno para o 6G

Pesquisadores conseguiram desenvolver um novo tipo de transmissor e receptor de dados que trabalha em uma faixa muito alta do espectro, perto dos 140 GHz. Na prática, isso permitiu atingir uma taxa de transmissão de 120 gigabits por segundo. É velocidade que hoje só se vê em fibra óptica bem dimensionada, coisa de data center grande, não de internet comum.

Para quem está no campo, isso ainda não é algo que vai chegar amanhã na porteira. Mas é o tipo de avanço que mexe com toda a cadeia de tecnologia e, lá na frente, acaba impactando o produtor. Seja no custo de serviços digitais, seja na qualidade da conexão que chega até a fazenda.

Velocidade muda o jogo

Quando se fala em 120 Gbps, é difícil até imaginar o volume de dados. Para comparar, é muito mais do que entregam hoje as redes móveis comerciais e até os padrões mais novos de Wi-Fi em ambientes comuns. Esse nível de velocidade permite transmitir grandes volumes de informação em tempo real, sem gargalo.

No agro, isso conversa direto com agricultura de precisão. Mapas de colheita mais detalhados, imagens de drones em altíssima resolução, sistemas de inteligência artificial rodando na nuvem e devolvendo resposta quase instantânea. Tudo isso exige uma estrutura de dados robusta, que começa nos data centers e termina lá na ponta, onde está o produtor.

Outro ponto importante é que essa tecnologia não é pensada para substituir o 4G ou o 5G no celular do peão. O foco inicial está em ambientes controlados, como centros de processamento de dados, onde hoje existe uma quantidade enorme de cabos, consumo alto de energia e custo pesado de refrigeração.

Sem fio, mas robusta

O diferencial desse novo sistema está em conseguir entregar desempenho de fibra usando comunicação sem fio. Em vez de passar cabos físicos entre servidores e equipamentos, a transmissão acontece pelo ar, com altíssima frequência e precisão.

Isso reduz a necessidade de infraestrutura física, diminui calor dentro dos data centers e ajuda a cortar gastos com energia. Para quem paga a conta no fim do mês, esse tipo de economia faz diferença. E quando o custo cai para quem processa dados, tende a cair também para quem contrata serviços digitais.

Os testes mostraram também uma eficiência energética relevante. O consumo ficou em torno de 230 miliwatts, um número baixo considerando a taxa de dados alcançada. Em tempos de energia cara e cobrança por sustentabilidade, esse detalhe pesa na decisão de adoção.

Custo e escala

Outro ponto que chama atenção é o processo de fabricação. O sistema foi desenvolvido usando tecnologia de 22 nanômetros, que já é bem conhecida pela indústria. Isso facilita produção em escala e ajuda a manter o custo mais controlado, diferente de soluções experimentais que ficam anos presas ao laboratório por serem caras demais.

Para o produtor rural, isso significa que, se a tecnologia avançar para uso comercial, não deve ficar restrita a poucos gigantes. A tendência é que vire base para novos equipamentos, redes mais eficientes e serviços mais acessíveis.

No médio prazo, esse tipo de avanço ajuda a preparar o terreno para o 6G. Não é só velocidade maior no celular, mas uma rede pensada para conectar máquinas, sensores, sistemas autônomos e volumes massivos de dados com baixa latência.

Limites e desafios

Nem tudo são flores. Trabalhar em frequências tão altas traz desafios claros. O alcance é menor e qualquer obstáculo físico pode interferir no sinal. Parede, equipamento, poeira em suspensão, tudo isso pode virar problema dependendo do ambiente.

Por isso, a aplicação inicial deve ficar concentrada em locais controlados, onde é possível planejar a instalação com precisão. Data centers são o exemplo clássico. No campo aberto, com relevo, vegetação e estruturas espalhadas, ainda há um caminho longo até algo parecido funcionar de forma estável.

Mesmo assim, cada avanço nessa área empurra o setor inteiro para frente. Tecnologias que hoje parecem distantes costumam, com o tempo, se adaptar e encontrar versões mais simples e baratas. Foi assim com GPS, internet móvel e sensores agrícolas.

Reflexo no agro

O produtor não vai trocar o roteador da sede por isso tão cedo. Mas deve entender que inovação em comunicação de dados não acontece isolada. Quando data centers ficam mais rápidos e eficientes, os serviços digitais usados no agro também evoluem.

Plataformas de gestão rural, cooperativas digitais, bancos, seguradoras e empresas de tecnologia dependem dessa infraestrutura. Melhor desempenho lá na base significa resposta mais rápida, menos queda de sistema e mais confiabilidade aqui na ponta.

Para quem já sente no bolso o custo da tecnologia e da conectividade, acompanhar esse tipo de notícia ajuda a entender para onde o mercado está indo. O campo está cada vez mais conectado, e tudo indica que essa dependência só vai aumentar. Clique aqui e acompanhe o agro.

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Escrito por

Redação

Especialista em notícias e análises do mercado agropecuário.