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Demanda sustenta os preços dos ovos diante de nova frente fria, confira!

Dannì Galvão
22/05/2026 às 14:00
ovos

O mercado avícola de postura comercial apresenta um cenário de estabilidade de preços na maioria das regiões produtoras neste encerramento de maio, veja a seguir

Tradicionalmente, a segunda quinzena de cada mês é marcada por uma desaceleração natural no consumo de proteínas animais, motivada pelo menor poder de compra da população no final do ciclo salarial. No entanto, o comportamento atual das cotações do ovo tem surpreendido positivamente os produtores.

Historicamente, o avanço da segunda metade do mês força os integradores e granjeiros a concederem descontos para escoar a produção e evitar o acúmulo de excedentes. Em maio, contudo, a dinâmica tem sido diferente. A procura pela proteína, embora menos intensa do que no início do mês, permanece em perfeito equilíbrio com a disponibilidade de mercadoria no mercado físico.

O grande diferencial deste período tem sido a gestão estratégica dos estoques por parte das granjas. Os produtores aprenderam com crises de superprodução passadas e, atualmente, mantêm os volumes estocados sob severo controle.

Essa postura cautelosa funciona como um amortecedor contra pressões deflacionárias:

  • Estoques enxutos: Impedem a necessidade de liquidação forçada de lotes;
  • Poder de barganha: Permite aos produtores resistirem às tentativas de pressão por parte dos canais de distribuição;
  • Estabilidade regional: Garante uma uniformidade nos preços praticados, evitando guerras tarifárias entre praças produtoras vizinhas.

Embora a expectativa do setor seja de uma desaceleração mais nítida no ritmo das vendas nos dias que restam para o fechamento do mês, os analistas preveem que esse controle interno rigoroso continuará limitando qualquer espaço para recuos expressivos nas tabelas de preços.

Frente fria e os desafios na produção

Paralelamente às negociações comerciais, uma nova variável entrou no radar dos avicultores: a intensa frente fria que avança sobre as principais regiões produtoras do país. O clima frio exige atenção redobrada e coloca o setor em estado de alerta devido aos impactos diretos na produtividade e no bem-estar animal.

As quedas bruscas de temperatura influenciam diretamente o comportamento e a fisiologia das aves poedeiras.

Entre os principais desafios monitorados pelas granjas, destacam-se:

  • Aumento no consumo de ração: Para manter a temperatura corporal interna estável (homeostase), as galinhas consomem mais alimento. Isso eleva imediatamente o custo de produção, já que a ração representa a maior fatia das despesas operacionais da atividade;
  • Alterações no tamanho e qualidade dos ovos: O estresse térmico causado pelo frio intenso pode desregular o ciclo de postura, afetando a uniformidade do tamanho dos ovos e, em casos extremos, a espessura da casca.

Perspectivas

O cenário para as próximas semanas dependerá do cabo de guerra entre o resfriamento sazonal do consumo e a intensidade do inverno que se aproxima. Se, por um lado, o consumo interno tende a patinar até a chegada do próximo pagamento de salários, por outro, a potencial redução no ritmo de postura das aves causada pelo frio pode enxugar ainda mais a oferta de ovos no mercado nacional.

Diante disso, o setor produtivo deve focar na eficiência do manejo térmico dos galpões e na manutenção de canais de escoamento ágeis. A manutenção do equilíbrio atual mostra que, mesmo em períodos macroeconômicos desafiadores, o planejamento da produção e o monitoramento climático assertivo são as ferramentas mais eficazes para garantir a rentabilidade e a sustentabilidade da atividade avícola. Clique aqui e acompanhe o agro.

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