As previsões – baseadas no IPCA-15, que neste mês aumentou 1,17%, a maior alta para novembro em quase duas décadas – são as de que este mês poderá ficar marcado como o de maior inflação de 2021. Mas se isto se confirmar, desta vez não será por culpa do setor agropecuário. Pelo menos se considerados os preços alcançados ao nível dos produtores
Ou seja: excetuado o boi, cuja cotação no mês aumentou pouco mais de 8%, os demais itens analisados enfrentaram queda de preço em novembro, a maior delas atingindo o frango, com retrocesso superior a 9%. Na sequência vem o milho (-6,61%), o farelo de soja (-2,30%) e o suíno (-0,79%). Notar, porém, que mesmo o boi (que fecha novembro com cotação muito próxima do recorde de 2021) completa este mês com valor inferior aos alcançados entre fevereiro e setembro deste ano.
Em termos anuais, o resultado negativo se repete para suíno e farelo de soja. Este registra em novembro preço perto de 14% menor que o de um ano atrás. Já para o suíno a perda é significativamente maior, visto que o preço médio de novembro (em recuperação no final do mês, como é típico de todo período pré-natalino) deve ficar quase um quarto aquém do registrado no mesmo mês do ano passado.
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