O professor Paulo Sentelhas, titular de Agrometeorologia da Esalq/USP, costuma ser mais cauteloso que os meteorologistas profissionais quando de diagnósticos acima de 10, 15 dias. Feita a advertência, ele diz que há possibilidades de chuvas do Paraná para cima apenas no final de maio, começo de junho.
Até lá, com chuva ou sem chuva, todas as culturas anuais, perenes e semi-perenes deverão sofrer severas perdas de produtividade, pressionando os volumes esperados das safras.
Siga-nos: Facebook | Instagram | Youtube
As chuvas praticamente cessaram em março e abril não deram as caras. Com isso, a retenção hídrica dos solos, melhorada de dezembro a fevereiro – “mas com algumas regiões sob irregularidade e volumes menores” -, se esgotou. Depois de um segundo semestre de 2020 que já havia secado as reservas.
Entre as culturas mais prejudicadas no Sudeste, pelo grau de importância, a principal é cana. “Embora em alguns lugares a perda de produtividade será de 5%, em uma porção muito grande de lavouras alcançará até 30%”, afirma o professor.
Em plena safra recém iniciada, as perdas médias de produção, segundo análises do mercado sucroenergético, vão de 6% a 10%.
Café e laranja estão com reduções drásticas previstas, especialmente o primeiro que começa a ser colhido agora, enquanto o segundo já saiu de uma safra de quebra e deverá partir para próxima em situação semelhante.




